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"A Irmandade Maçónica"

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A forma habitual de tratamento entre maçons é por "Irmãos". Irmão porque a Maçonaria é uma fraternidade, logo traduzido literalmente "fraternidade" por "irmandade", sendo os "fraters", "irmãos" entre si. Todavia, mesmo não sendo  irmãos de sangue  - que os há! - e inclusive de não fazerem parte da mesma família sanguínea ou por adopção, os maçons sentem-se como tal, como membros integrantes e plenos de uma "família universal". E daqui vem o seu  espírito de corpo  (de corporação, de corporativismo).  E aproveitando este termo também, porque a Maçonaria atual tem as suas origens nas corporações medievais de pedreiros e artificies que trabalhavam na construção civil à época onde nas quais os seus membros se sentiam também como irmãos por partilharem o mesmo ofício e os seus  mistérios ... Enquanto os "construtores de catedrais" trabalhavam efetivamente a pedra em si, os atuais maçons laboram a "pe...

Do ritual

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Todas as sessões de Lojas maçónicas se processam segundo um ritual padronizado. Cada sessão de cada Loja inicia-se sempre da mesma maneira, repetindo-se sempre as mesmas palavras, efetuando-se as mesmas ações. E igualmente termina também sempre da mesma maneira, com as mesmas palavras e ações que foram ditas e executadas em todas as vezes que anteriormente a Loja se reuniu em sessão formal. Por que razão homens adultos, alguns homens maduros ou mesmo idosos, pais de filhos, alguns avós de netos, muitos deles com importantes responsabilidades profissionais e sociais, semanal, quinzenal ou mensalmente se juntam para repetir, vezes sem conta, as mesmas palavras e executar sempre e sempre as mesmas ações? A primeira resposta  consiste na consideração de que a prática do ritual, o facto de se iniciar as sessões sempre da mesma forma e igualmente as terminar com os mesmos procedimentos marca uma diferença, estabelece um tempo e um espaço próprios, diferentes das experiências...

Pavimento Mosaico (republicação)

Hoje venho fazer a republicação de um texto da autoria do  Rui Bandeira  e que versa sobre o Pavimento Mosaico, uma das componentes mais importantes de um Templo Maçónico. Para além do texto poder ser consultado no seu  original  farei a sua republicação nas linhas abaixo... "Pavimento Mosaico Em todas as Lojas maçónicas regulares está presente, em todo ou em parte do solo da sala onde ocorrem as sessões de Loja, um pavimento mosaico, constituído por um conjunto de quadrados brancos e negros, colocados alternadamente entre si.  O símbolo remete claramente para a dualidade - mas também para a harmonia entre os opostos. Cada quadrado de uma das cores está rodeado de quadrados da outra cor. É assim frequente referir-se ao recém-iniciado que o pavimento mosaico representa a sucessão entre os dias e as noites, o bem e o mal, o sono e a vigília, o prazer e a dor, a luz e a obscuridade, a virtude e o vício, o êxito e o fracasso, etc.. Mas também a matéria e...

A identidade da Loja

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Cada Loja maçónica adquire ao longo do tempo uma identidade própria, que a distingue, sem dificuldades, das restantes. Essa identidade começa a construir-se pelas circunstâncias do seu aparecimento (Loja essencialmente com obreiros oriundos de outra Loja: decisão consensual ou conflitual?; Loja de caráter genérico ou Loja criada com um objetivo específico? Loja criada a partir de um grupo coeso que se expandirá normalmente ou Loja de implantação numa zona, cujos fundadores a virão a abandonar quando estiver implantada e firme?), prossegue com a forma como se relacionam os seus elementos (relações de amizade ou cordiais ou existência de tensões que vão sendo dirimidas e aplainadas?) e com a forma como é gerida a Loja e efetuadas as escolhas que tiverem de ser tomadas (Loja habitualmente coesa ou Loja com grupos estabelecidos que se vão confrontando e sucedendo nas tomadas de decisão)? A forma como a Loja adquire e molda a sua identidade determina a sua maior ou menor aproximaçã...

Eleição do Muito Respeitável Grão-Mestre para o triénio 2016/2018...

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Foi eleito para desempenhar o cargo máximo na estrutura da Grande Loja Legal de Portugal/GLRP, o candidato e anterior Muito Respeitável Grão-Mestre que se encontrava em funções, o Querido e Muito Respeitável Irmão Júlio Meirinhos, dando acento assim a um processo de continuidade na Obediência; algo que o mesmo vinha desenvolvendo até então e que apartir de agora poderá dar seguimento às suas propostas para este novo mandato e continuar a executar as que já vinha desenvolvendo de forma oportuna. Neste momento, a Grande Loja terá como meta principal consolidar a sua presença no país e na Maçonaria Regular internacional, seja através do "levantamento de colunas" de novas Lojas bem como do aumento de Templos disponíveis para o trabalho das mesmas, para além do seu labor constante na "relações públicas" com as demais Potências Maçónicas Regulares. Não esquecendo que a breve trecho se irão celebrar os 300 anos de Maçonaria (Especulativa, fundada em 1717) e qu...

Maçonaria e intervenção na Sociedade

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Da predisposição de ambas as correntes relativamente ao papel mais ou menos ativo, mais ou menos institucionalmente interventivo, da Maçonaria na Sociedade decorrem assinaláveis diferenças na intervenção política. A Maçonaria Regular não busca ter qualquer intervenção política em termos institucionais. Porque intervenção política implica confronto de ideias, entende que é normal que nas suas fileiras existam defensores das várias ideias em confronto e não se arroga o direito de se pronunciar institucionalmente a favor de uns dos seus obreiros e contra o entendimento de outros dos seus obreiros. A Maçonaria Regular é assim politicamente neutra. Cada um dos seus obreiros defende, dentro dos limites dos Valores essenciais da Maçonaria (hoje, felizmente, consensuais no mundo desenvolvido), as posições políticas que bem entende. Para a Maçonaria Regular, é possível e normal que dois políticos se digladiem na defesa de posições políticas divergentes, sendo ambos maçons - e quiçá inte...

" A Trolha" (republicação)

Hoje faço a republicação de um texto da autoria do  Rui Bandeira  que aborda uma das "ferramentas" que considero como das mais importantes a serem usadas pelo maçom: a Trolha. Aliás, o Rui muito bem que explana na sua opinião alguma da simbólica associada a este tão importante utensílio. Opinião essa que pode ser consultada no seu original aqui  e inclusive mais abaixo neste mesmo post. Depois de o lerem ou até mesmo de o relerem, poderão então perceber porque eu a considero de tal importância... Por isso apenas irei dizer em jeito de conclusão ao meu raciocínio e até mesmo de introdução ao texto: "Porque  não pomos de lado o nosso orgulho, vícios e paixões e não passamos nós a trolha onde a mesma é necessária?!"   " A Trolha A Maçonaria utiliza os artefatos e ferramentas ligados à atividade da construção como símbolos ilustrativos dos ensinamentos que procura transmitir e preservar. É o caso, por exemplo, da trolha. A trolha, ou colher de pedreir...