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Penso, logo...

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É do conhecimento comum a frase de Descartes Cogito ergo sum Também é comum que esta frase apareça traduzida para português como Penso, logo existo Porém, como diz um também muito citado provérbio italiano, "traduttore, traditore" ... Traduzir sum  por existo  é gramaticalmente correto, mas não é a única opção. Talvez mesmo não seja a melhor. Com efeito, uma pedra não pensa, mas existe. Indubitavelmente que existe. Podemos vê-la, pegar-lhe, arremessá-la, trabalhá-la ou simplesmente ignorá-la. Mas existe - não pensando. Logo, existir não é consequência de pensar. No meu entendimento, a melhor tradução para português da célebre frase é a mais simples e direta: Penso, logo sou Com esta tradução, o significado da frase enriquece-se em vários sentidos. Se, ao contrário de existir, ser é uma consequência de pensar, então ser é bem mais do que meramente existir . Logo, eu, que penso, não me limito a existir (como qualquer pedra...), mas realmente sou...

Almoço-Convívio de Solstício de Inverno 6015...

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Teve lugar durante este fim-de-semana o habitual almoço/convívio de obreiros do quadro da Respeitável Loja Mestre Affonso Domingues e seus familiares referente ao Solstício de Inverno, numa localidade a oriente de Palmela. Num dia frio de inverno, mas bastante ensolarado (a Luz "fazia-se notar" e bem!) sentiu-se o calor humano que desponta e emana das relações fraternais e de amizade que se existe entre os convivas. Maçonaria também é isto, confraternizar, consolidar relacionamentos e afetos. Quem participou neste ágape fraternal e familiar saiu dele, talvez, mais "rico", mais "experiente" e quiçá mais "sabedor", só os participantes o saberão. Mas é certo e sabido que certamente saíram de lá contentes e satisfeitos tal a harmonia e a felicidade que pairava no ar, mas principalmente pela amizade que se fazia questão em sentir. Caras que não se viam há algum tempo e abraços que já não se davam por os seus intervenientes não se cruza...

Os maçons e os filhos (atualização)

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Como recordou o Nuno, corria o "longínquo" ano de 2007 quando o profano Simple, já na altura candidato à admissão na Loja Mestre Affonso Domingues, teve esta dúvida de como e quando revelar às suas filhas a sua condição de maçom. Ao longo desses anos, as filhas foram crescendo, e estando presentes em alguns almoços com uma data de "tios" que só viam de vez em quando. Como bem disse o Rui Bandeira, preocupavam-se mais com a presença dos "primos" de idades parecidas com as delas - se bem que, ao longo do tempo, tivessem conhecido melhor um ou outro "tio", e mesmo manifestado saudades de o rever. Foram-se também apercebendo de que em certas quartas-feiras o pai saía antes da hora do jantar, e quando voltava já tudo dormia. E faziam perguntas: "Onde é que vai a esta hora? A algum sítio chique?" - pois ia de fato... que entretanto já não usava diariamente. Lá lhes respondia que ia trabalhar, doutras vezes que tinha uma reunião - ...

Os maçons e os filhos (republicação)

O texto que é republicado hoje é datado do "longínquo"  ano de 2007 e foi escrito pelo Rui Bandeira  e teve como principal motivador uma questão colocada por um leitor de blogue e que pode ser consultado no seu original aqui . Este texto é de alguma forma relevante porque aborda um assunto pelo qual todos os maçons passam, a sua relação com os seus filhos e com a sua própria condição maçónica . Esta é sem dúvida algo com que muitos se debatem internamente e que também se aconselham com os seus irmãos que vivem a mesma situação. Naturalmente que cada um vive a sua vida à sua maneira, mas neste ponto, quase todos o sentem mais ou menos da mesma forma. Como e quando se deve informar um filho ou familiar sobre a vida maçónica de alguém? O Rui emite a sua opinião, com a qual eu concordo também, e que abaixo transcrevo: " O simple colocou a questão que se segue:   Contaram-me o caso de um maçom que toda a vida ocultou a sua condição à família, e de quem só dura...

Da importância do acaso na descoberta do sentido da vida

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Certo dia, estando a conduzir liguei o rádio do automóvel (naquele preciso momento, não em outro qualquer). O rádio estava ligado numa determinada estação emissora (não em outra qualquer). Estava a ser transmitida uma determinada música (não outra qualquer), que me agradou muito e me reforçou a boa-disposição e abriu o sorriso. Eu ia tratar de um assunto complicado e algo delicado num Tribunal, para o que necessitava que um funcionário judicial (sempre assoberbado de trabalho) me desse assistência, gastando razoável tempo e algum esforço. Ainda por cima, o tal assunto era desagradável para o dito funcionário, pelo que antecipava alguma má-vontade dele em auxiliar-me. Mas eu estava tão bem-disposto com a música que por acaso ouvira, na estação de rádio que por acaso estava sintonizada no momento em que, por acaso, decidi ligar o rádio do meu automóvel, que me dirigi ao dito funcionário com um largo sorriso nos lábios, o cumprimentei alegremente, disse uma piada que também o ...

Maçons, "livres-pensadores"...

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Aqui há uns tempos em conversa com um amigo sobre determinado tema, disse-lhe eu isto: “eu apenas te mostro o mapa , caberá a ti escolheres o caminho ”. E de facto esta é a realidade em que temos de viver. Ou seja, nós somos as nossas “escolhas”, nós somos as “decisões” que tomamos e as ações que decidimos praticar. Por mais que uns nos digam para irmos para a “esquerda” , outros para a “direita” e alguns inclusive nos digam para seguir pelo “meio”, a decisão final sairá de nós próprios, da nossa vontade, independentemente das indicações e dos conselhos que recebamos e que possam nos auxiliar na decisão a tomar. Se decidirmos agir de certa maneira, coincidindo ou não com o que a generalidade ou somente com o que alguns considerem sobre tal , foi a nossa mente que o decidiu.  Assim, todos nós na nossa Vida somos  - e seremos sempre - responsáveis por aquilo que decidirmos, sejam ações ou palavras e até mesmo pelos mais simples pensamentos. - Fomos nós que os cri...

Boas Festas!

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Entrámos na reta final do ano civil, quando o ambiente e a disposição nos relembram a cada momento que é a altura das Festas . As Festas  por alturas do solstício de inverno (no hemisfério norte) são assinaladas desde a mais remota Antiguidade. O dia do solstício de inverno constitui o máximo do esforço, da privação, da falta de luz e de calor. É o menor dia do ano, é a maior noite do ano. Porque sentiu a Humanidade a necessidade de festejar este tão soturno, breve e desagradável dia? Porque marca o ponto de viragem, porque assinala a ocasião em que finda o tempo de tudo piorar, de cada dia que vem ser um pouco menor que o anterior e cada noite um pouco maior, para tudo começar a melhorar, a paulatinamente, dia a dia, aumentar o tempo em que o Sol nos ilumina e a diminuir o tempo em que a escuridão da noite nos incomoda. Sempre admirei esta capacidade do bicho-homem de festejar, de assinalar o momento em que o mau é pior, em que se bate no fundo , porque ela significa que...