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Comunicação do Grão-Mestre da GLLP/GLRP à Assembleia de Grande Loja no equinócio da primavera

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A importância dos Princípios e Valores Homenagem a Amadeu Ferreira (Amadeu Ferreira (1950-2015), personalidade multifacetada: professor universitário, jurista impulsionador da criação dos estudos de Valores Mobiliários na Universidade e co-redator do Código de "Valores Mobiliários", 15 anos vice-presidente da CMVM, escritor, poeta, romancista, contista, dramaturgo, ficcionista, ensaísta, tradutor, assumindo o seu nome civil ou vários pseudónimos, entre eles Fracisco Niebro, Marcus Miranda e Fonso Roixo. Génio, inteligência, cultura, simpatia, bondade, e sobretudo muita simplicidade, são qualidades que coloca ao serviço das causas que abraça, entre elas a cultura e a literatura mirandesas, entregando-se a tarefas hercúleas que tornam Amadeu Ferreira a figura cimeira da literatura mirandesa. Para além da sua vastíssima obra literária em português e mirandês, publicou traduções para mirandês de Camões – poesia lírica e Os Lusíadas, de grande parte da poesia de Fernando ...

"Os que ficam pelo caminho" (republicação)

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Hoje republico um texto de um dos membros do painel de escritores deste blogue. O texto em questão é da autoria do  Paulo M.  e para além de ser um texto que reflete um pouco sobre a caminhada  e a busca pessoal de cada um  pode fazer na Maçonaria. Para além disso suscitou um debate interessante na sua "caixa de comentários". O texto pode ser lido no seu original  aqui. Agora faço a transcrição do respetivo texto: " "Nem todos os Aprendizes chegam a Companheiros. Nem todos os Companheiros ascendem a Mestres. E seguramente que nem todos os Mestres virão a exercer o ofício de Venerável Mestre. É assim a realidade!"  Assim escreveu o Rui Bandeira num texto publicado em 2008, ainda não tinha eu recebido o meu avental branco.  Na altura, quando o li, achei estranho o tom, a naturalidade, e o que tomei por critérios de seleção apertadíssimos. Recordo-me de ter pensado algo como  "Estes tipos não brincam em serviço... Devem ser besti...

ÉTICA? ÉTICA... ÉTICA!

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O tema comum do nosso encontro de hoje é ÉTICA. Mas será que todos temos a mesma noção deste termo? Não arriscarei muito se afirmar que, se fizéssemos um rápido inquérito entre todas e todos os presentes, obteríamos respostas diversas... Acho portanto útil maçar-vos alguns minutos com uma referência ao que os Mestre da filosofia entenderam, ao longo do tempo, sobre o significado de Ética. Para Sócrates , a Ética consistia no conhecimento, de forma a vislumbrar, através da felicidade, o fim, o objetivo, dos nossos atos. A Ética tinha como propósito preparar o homem para se conhecer a si próprio, uma vez que, precisamente, é o Conhecimento a base do ato ético. Essencial era o Conhecimento da Lei, das normas sociais vigentes, porquanto, para Sócrates, a obediência à Lei era o limite entre a civilização e a barbárie. Em suma, para Sócrates, o Conhecimento que subjazia à Ética não se limitava à mensagem do Oráculo de Delfos, o conhecido aforismo do “Conhece-te a ti mesmo” – ainda h...

1º de Maio, Dia do Trabalhador ( e do maçom, digo eu!)...

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Depois de ter publicado no texto anterior uma reflexão sobre o 25 de Abril, hoje venho publicar outro texto mas desta vez motivado pelo “1º de Maio”. O que poderá  aparentar que transformei este espaço de liberdade com politiquices e afins… Mas nada de mais errado! Quem não leu o texto anterior e apenas viu as letras do título poderia supor tal, aceito isso.   Mas quem leu o texto anterior na integra e se for ler este texto também, no final constatará que “politiquismos” não existem, mesmo que a Política seja um conceito necessário para a vida das civilizações e seu progresso. Mas o que me importa abordar neste texto é o contexto de trabalho que se pode assacar da celebração do feriado do “ 1º de Maio”. Festeja-se esse dia por este mundo fora para celebrar o Dia do Trabalhador, logo de todos nós. Mas num sentido mais estrito da palavra “trabalhador”,  também aqui os maçons podem considerar esse dia com um dia seu .  E passo a explicar. ...

25 de Abril... uma singela reflexão

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Comemora-se hoje mais um feriado referente ao 25 de Abril.  Como todos bem sabemos, este feriado celebra o fim da ditadura do Estado Novo, época durante a qual as liberdades e direitos da maioria do povo se encontravam cerceados. O 25 de Abril, ou a revolução efetuada nesse dia e mais tarde conhecida com o sugestivo epíteto de “revolução dos cravos”, independentemente de muitos concordarem ou não com os seus fins programáticos, numa coisa todos terão de concordar, trouxe alguma da liberdade de expressão que antes não existiria.  Liberdade de expressão esta que me permite neste momento estar a debitar estas singelas linhas,” liberdade de expressão” que me autoriza a que eu o possa assim fazer apenas por me apetecer tal. Para além disso, consignou o “direito à livre reunião entre pessoas”, direito esse eu que orgulhosamente usufruo na sua plenitude. Permitindo-me estar com quem eu quero quando o assim desejo ou posso. Trouxe também o “direito à livre cir...

Relacionamento “inter-frates”

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O texto que hoje publico é motivado por um agradável  convívio  entre pessoas que observam os mesmos  princípios  e costumes de vida em que tive o prazer de participar e para o qual fui amavelmente convidado. Aliás, pelas presenças neste encontro quase que me apraz dizer que se tratou de um “almoço de família”… Fica assim desta forma aqui explicitado publicamente o meu agradecimento a quem organizou tal refeição. Posto isto, vou " aflorar " um pouco acerca do relacionamento maçónico entre irmãos. Noutra ocasião – noutro texto – já tive  a oportunidade de abordar o relacionamento entre maçons e suas  famílias  particulares, por isso venho agora focar-me noutro ponto deste mesmo tipo de relacionamento. Os maçons consideram-se irmãos entre si, logo dessa forma, como partes integrantes de uma “grande família”, que também é assumidamente universal. É habitual após a realização das reuniões/sessões maçónicas existir uma refeição ...

Introdução a uma merecida exceção

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(O texto que se segue foi proferido em sessão da Loja Mestre Affonso Domingues. Creio que fala por si. Quanto à identidade do homenageado, nós, os seus Irmãos, conhecemo-la - e isso basta, para ele e para nós...) Muito Respeitável Vice Grão-Mestre, Respeitáveis Grande Oficiais, Venerável Mestre da Respeitável Loja Lusitânia, Venerável Mestre, Meus Irmãos, em todos os vossos graus e qualidades, A Loja Mestre Affonso Domingues vai fazer algo que nunca fez em vinte e cinco anos, algo que, precisamente para conferir valor e significado ao que vai ocorrer, tenciona que, nos próximos vinte e cinco anos, em muito raras e escolhidas ocasiões, se é que em alguma, volte a fazer: homenagear um dos nossos! Fazemo-lo pela primeira vez em vinte e cinco anos, e tencionamos muito parcamente voltar a fazê-lo nos próximos vinte e cinco anos, não porque tenhamos algum problema em relação a homenagens, mas simplesmente porque na cultura, na matriz, da nossa Loja está profundament...