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+ Lusofonia ...

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Já confessei aqui (e noutros locais...) que sou um apanhadinho por África. Pela África continental tanto como pela insular. Hoje dei de caras com um artigo escrito por pessoal amigo e fixe de Cabo Verde, e embora não tenha qualquer relação direta com Maçonaria não deixa de ter o maior interesse para nós (na minha modestíssima opinião) na medida em que tudo o que significa relacionamento com "portugueses de outras nacionalidades", o seu bem-estar e a convivência fraternal que é mantida tem o maior significado para nós. Ao fim e ao cabo falamos de uma outra "Irmandade", provavelmente não tão vasta, mas certamente com laços universais também. E Cabo Verde faz bem a transição entre a África profunda e a Europa. Nas suas cidades espalhadas pelas ilhas Cabo-Verdeanas encontramos a África mais tipicamente africana para logo depois, é só saltar de ilha, entrarmos em cidade que só não está na Europa porque o Atlântico se meteu de permeio. Mas o nacionalismo sentido dos Cabo-...

A Corrida

Ora bem, cá estamos em véspera de fim de semana. Aqui Vos deixo um vídeo para meditar. É bom que haja quem fixe estas imagens e as apresente a público para as vermos. Só não sei se são vistas por quem mais precisaria de as ver... mas isso é outra "guerra". No dia em que os homens percebam que não existem para passar rasteiras uns aos outros mas antes, para se apoiarem e salvarem, teremos todos ultrapassado a crise. A verdadeira, claro ! Gabriel Garcia Marquez - Aprendi que um homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo, quando vai ajudá-lo a levantar-se. Bom fim de semana JPSetúbal

Maçonaria Entreaberta - III

Maçonaria Entreaberta - 3ª e ultima parte Caso não se atinja essa dimensão, estarão sempre os maçons dominados pelas suas paixões visando objectivos materiais sem projecção espiritual... serão perfeccionistas do ritual, serão grandes doadores para obras de caridade, serão impecáveis nos seus atavios, medalhas, cordões e condecorações, mas pouco terão contribuído para o verdadeiro despertar das suas consciências, ou das dos outros. Pouco poderão contribuir, se a tão pouco se limitarem, a favorecer que a sociedade venha a ser de facto melhor. Para se chegar a um tal nível, é necessário que tenhamos a visão das três idades que todos atravessamos: a do Pai ou da dependência, a do Eu, ou egocêntrica, e a do Nós ou da solidariedade. Isto é, o ser humano quando nasce, e quantas vezes até morrer, nunca passa da fase inicial de dependência ou subordinação, primeiro dos pais ou do pai, depois dos professores ou tutores, depois dos amigos, dos patrões, dos leaders, enfim de quem não o permite ser...

Maçonaria Entreaberta - II

Maçonaria Entreaberta - 2ª parte Cabe recordar o conceito de seita como foi definido recentemente pelo Parlamento francês , e que identifica "grupos que visam, mediante manobras de desestabilização psicológica, obter a adesão incondicional dos adeptos, a diminuição do seu espírito crítico, a ruptura com as referências comummente aceites (éticas, cientificas, cívicas, educacionais)...estes grupos utilizam coberturas filosóficas, religiosas ou terapêuticas para dissimular os objectivos de poder, submissão e exploração dos adeptos". Neste conceito de seitas, aparecem como elementos caracterizadores e indiciadores da existência da marginalidade do grupo, os atentados ou ameaças à integridade física... o discurso com características anti-sociais... perturbações da ordem pública... tentativas de infiltração dos poderes públicos... etc. Nada disto tem a ver com maçonaria, nem com religião. Exemplos de seita antimaçónica temos historicamente em Itália a loja P2 (propaganda due). Desd...

Maçonaria Entreaberta - I

Iniciamos hoje a publicação de primeira de 3 partes de um texto que cremos ter qualidade para estar neste espaço. Este texto que nos chegou por via indirecta, mas que imediatamente foi reconhecido como tendo sido escrito por Luis Nandim de Carvalho, 2º Grão Mestre da GLLP/GLRP, em 1997 época conturbada para a Maçonaria Regular Portuguesa. Solicitada a devida autorização para publicação, que nos foi concedida, ficou ao critério do editor, e dada a grande dimensao do mesmo, a respectiva separação em 3 partes a serem publicadas em dias consecutivos. Relembramos que este texto data de 1997 e é um artigo de opinião pessoal . Maçonaria Entreaberta Quando um maçon usa ritualmente da palavra, em Loja, em sessão ritual, fá-lo a Bem da Ordem. Isto é, o maçon nunca se exprime por uma motivação pessoal e egoística, antes deve sempre preocupar-se e identificar-se com a organização iniciática que é a Maçonaria, assumindo pois uma postura altruísta e filantrópica. Por natureza, o maçon é pois so...

Curso de Pós-Graduação em Filosofia e Fundamentação Maçónica - Conclusão

O nosso escriba em pousio, Rui Bandeira, deu aqui noticia em 22/10/2007 e em 16/04/2008 sobre o Curso de Pós-Graduação em Filosofia e Fundamentação Maçónica idealizado pelo Grande Oriente do Estado de Mato Grosso (GOEMT), em parceria com o Centro Universitário Cândido Rondon (Unirondon) e com o Instituto Creatio. Chega-nos por via electrónica a informação da sua conclusão através do seguinte texto: "Com muita alegria que escrevo ao irmão para informá-lo de que concluímos o curso de pós "Lato sensu" em Filosofia e Fundamentação Maçônica. Onde chegaram ao final 14 alunos mestres maçons. O que nos deu muita alegria, que fizemos o lançamento de um livro em dois volumes com os artigos das monografias dos formandos. O primeiro volume, foi lançado no XIV Encontro Nacional de Cultura Maçônica, ocorrido em Cuiabá-MT nos dias 17 e 18 de abril. O segundo volume será lançado na cerimônia de entrega dos certificados de pós aos mestres maçons, no dia 20 de agosto na UNIRONDON, com a...

Como falamos a democracia?

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Sou um amante de África ! Quando aos 20 e poucos anos desembarquei em Luanda e fui a correr beber, pela primeira vez na vida, uma Coca-Cola (no Portugal da Europa era proíbido comercializar a Coca-Cola e mais todas as outras "colas") fiquei apanhado. Foi assim uma espécie de "tiro e queda" cuja explicação só é localizável no conceito de espaço, naquele momento completamente pulverizado. Entendi de repente que um "metro" é muitissimo "mais comprido" do que eu tinha percebido antes. O conceito de distância era outro, e recebi por essa via um valente e violento soco mental que me fez alterar por completo a visão do mundo. Não sei se me orgulho disto. A constatação da "saloíce" bacoca que antes enchia a minha visão do mundo não me parece que possa constituir exatamente uma glória. Mas era assim e portanto não há volta a dar-lhe. Terá sido então esse choque que me fez apaixonado por aquela terra ? Agora penso que sim, embora encontre várias ...