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Reserva de identidade

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Em Inglaterra considera-se uma honra ser admitido maçon. Nos Estados Unidos, ser maçon é uma natural forma de integração na sociedade local e, para muitos, uma preservação da tradição familiar. No Brasil, apesar de subsistirem, aqui e ali, algumas desconfianças, a assunção pública da condição de maçon é natural. Nestas paragens e noutras em que a realidade seja similar, parecerá talvez bizarro, excêntrico, que um dos deveres essenciais dos maçons seja a reserva de identidade dos seus Irmãos que não se tenham publicamente assumido como maçons. No entanto, este princípio continua - infelizmente - a ter justificação. Séculos atrás, quando as guerras religiosas estavam no auge e quando parecia que todos os contendores seguiam a máxima quem não é por mim, é contra mim , ser maçon, pregar e praticar a tolerância para com quem tinha ideias diferentes ou professava diversa fé, era perigoso. A ideia de haver estruturas e locais em que homens que se deveriam situar em campos opostos confraterniz...

Porque se guarda o segredo maçónico

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A classificação do segredo maçónico em exotérico e esotérico é minha. Quero com estes adjetivos significar duas diferentes realidades. No meu entendimento, o segredo maçónico exotérico é aquele que é constituído por matéria ou conhecimento que é suscetível de fácil apropriação por qualquer pessoa, que sem dificuldade de maior pode ser transmitido por quem o sabe a quem não o sabia. Inversamente, o segredo maçónico esotérico não comunga dessa facilidade de apreensão e de transmissão. O segredo maçónico exotérico só existe enquanto e na medida em que for preservado por todos aqueles que o detêm, os maçons, nos seus respetivos graus e qualidades. O segredo maçónico esotérico existe independentemente de qualquer esforço de preservação, porque o seu teor não é suscetível de ser adequada e completamente transmitido por quem atinge o seu conhecimento (apenas alguns, maçons ou não). Tem de ser descoberto, num esforço individual, mediante um percurso de autopreparação para o atingir e reconhece...

A propósito do segredo maçónico

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Em comentário ao texto Os meus Irmãos reconhecem-me como tal , alguém se insurgiu contra o mesmo, entendendo que nele era revelada matéria integrando o que se convencionou chamar de segredo maçónico e que eu, como todos os maçons, jurei não revelar a profanos. Em resposta a esse comentário, o Ruah já esclareceu que nada do que nos comprometemos a não revelar foi exposto no dito texto. Assim é: que os modos de reconhecimento dos maçons são sinais, palavras e toques é, de há muito, do domínio público e é, até, intuitivo. Para alguém reconhecer outrem como integrando determinado grupo ou qualidade, terá de se aperceber através do que vê (sinais), do que ouve (palavras) ou do que sente (toques). Referi-lo, pois, não atenta contra o chamado segredo maçónico. Atentatório, sim, contra ele e contra os compromissos por todos os maçons assumidos, seria revelar que sinais são esses, que palavras estão em causa, que toques relevam. O chamado segredo maçónico é um dos pontos que mais suscita a cur...

União e Prosperidade

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O blogue União e Prosperidade já há algum tempo que fazia parte do conjunto de blogues que era seguido por mim. Desde que, devidamente autorizado, começou a publicar textos originalmente publicados aqui no A Partir Pedra . Há muito que hesitava sobre se deveria fazer-lhe aqui uma referência. Este blogue é de grande qualidade. Mas o facto de publicar alguns dos textos aqui do A Partir Pedra inibia-me. Temia que fosse tomado como um auto-elogio. E elogio em boca própria é vitupério - lá diz o povo , e com toda a razão. Um elemento novo surgiu, porém, muito recentemente. Recebi uma mensagem eletrónica do animador do União e Prosperidade , BAG. Através dela, confirmei algo que já me cruzara o espírito como hipótese, mas de que não tinha a certeza: BAG foi um elemento da Loja Mestre Affonso Domingues! Há muitos anos - desde que ele tinha emigrado para o estrangeiro - que nada sabia dele. Agora fiquei - com agrado! - a saber: BAG está no Brasil, mais precisamente em Florianópolis, Estado...

A felicidade exige valentia

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(Fotografia de um quadro de Hernani Oliveira) "Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..." Fernando Pessoa Acompanho o Zé Ruah em tudo o que escreveu na sua (nossa...) Mensagem de Ano Novo. Para todos, TODOS, os leitores deste espaço desejo o melhor em 2009, mes...

Mensagem de Ano Novo

Pode parecer pretencioso o titulo. Normalmente usado para o Presidente da Republica ou para altos dignatarios de confissões Religiosas. Mas na verdade não faria sentido que este Blog não assinalasse o fim do Ano Civil de 2008 comemorando o Inicio de um novo Ano. Em Maçonaria não há um inicio, há multiplos inicios e em cada um deles o Maçon revê o que fez e abarca novas responsabilidades. Assim também é o ciclo do tempo. Em cada fim de ciclo deparamos-nos com um novo ciclo prestes a começar. Os votos são de S+F+B que é como quem diz: Saude Felicidade e Bonança ou Sucesso, Fraternidade e Benemerencia ou mesmo Sabedoria, Força e Beleza A cada um de vós os desejos que em 2009 as vossas aspiraçoes se cumpram. Feliz ano de 2009 José Ruah

Republicação: A areia e a pedra

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Circula por aí na Rede. Na sua simplicidade, não deixa de constituir um bom e sensato conselho quanto à forma de encararmos o que nos vai acontecendo ao longo da nossa vida. Vale a pena deixar aqui registado, para ser lido e meditado. Conta uma história que dois amigos iam pelo deserto. Em determinada altura da viagem, começaram a discutir e um deles deu uma bofetada ao outro. Este, ferido na sua dignidade, mas sem nada dizer, escreveu na areia: O MEU MELHOR AMIGO DEU-ME HOJE UMA BOFETADA. Continuaram a caminhada até que encontraram um oásis, onde decidiram tomar banho. Aquele que tinha sido esbofeteado começou a afogar-se, mas o seu amigo salvou-o. Depois de se ter recuperado, o esbofeteado e resgatado escreveu numa pedra: O MEU MELHOR AMIGO SALVOU-ME HOJE A VIDA. O outro, que tinha esbofeteado e salvo o seu melhor amigo, perguntou-lhe: QUANDO TE FERI A DIGNIDADE, ESCREVESTE-O NA AREIA E AGORA ESCREVESTE NA PEDRA. PORQUÊ? O primeiro respondeu-lhe: QUANDO ALGUÉM NOS MOLESTA, ...