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A integração do Aprendiz (II)

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O primeiro nível de integração de que a Loja deve, de imediato, cuidar é o da integração social, porque, como é fácil de entender, condiciona todos os demais. Sem uma bem conseguida integração social no grupo, dificilmente se gera empatia, se criam e fortalecem afinidades, se geram amizades, enfim, se dá uma verdadeira integração do novo elemento no grupo. A este nível, o processo de integração começa logo no ágape que se segue à sessão em que ocorreu a Cerimónia de Iniciação. Ao nóvel Aprendiz é destinado um lugar ao lado do Venerável Mestre. Como este tem assento na zona central da mesa dos ágapes, o novo Aprendiz está rodeado de vários elementos mais antigos da Loja. Procura-se que mais perto dele tomem assento Mestres experientes, se possível incluindo o 2.º Vigilante. A conversa flui descontraidamente entre todos. Não há melhor ocasião para conviver do que à volta de uma mesa, consumindo uma refeição... Nesse ambiente descontraído, o novo Aprendiz começará a conhecer os demais ele...

A integração do Aprendiz (I)

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Terminada a Cerimónia de Iniciação, começa de imediato o importante capítulo da integração do novo Aprendiz. Em bom rigor, essa integração tem já início no decorrer da própria Cerimónia de Iniciação. Mas disso, quase de certeza, não tem o novo Aprendiz consciência. Porventura, de tal se aperceberá (muito) mais tarde, quando, já completamente integrado, rememorar sua vida maçónica. A Maçonaria organiza-se essencialmente em Lojas, grupos de maçons com ampla autonomia - mas estrita convergência de princípios -, que cooperam no aperfeiçoamento individual de cada um. A integração de um nóvel Aprendiz na Maçonaria corresponde, assim, à integração na Loja que o acolhe, no grupo de que passa a ser mais um participante. Essa integração ocorre mediante um processo com dois sentidos: depende do esforço e da actuação da Loja perante o novo Aprendiz, mas também só é bem sucedida através da conduta e do posicionamento deste em relação à Loja. Ao integrar um novo elemento, desconhecedor de muitas das...

O undécimo Venerável Mestre

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Um ano depois do que o deveria ter sido, João D. P. foi eleito Venerável Mestre da Loja Mestre Affonso Domingues. Foi o seu undécimo Venerável Mestre, exercendo a função de Setembro de 2000 a Setembro de 2001. No ano anterior, cumprira o segundo ano consecutivo na função de 1.º Vigilante, o oficial da Loja que tem a seu cargo o acompanhamento e a formação dos Companheiros, além de, juntamente com o 2.º Vigilante, auxiliar o Venerável Mestre na administração da Loja. Exerceu essas funções com competência, destreza e grande lealdade. Foi uma ajuda sempre disponível, uma colaboração sempre de confiança. Assegurou, por delegação minha, quase todo o trabalho de ligação com a Grande Loja, inclusivamente a representação da Loja em três das quatro sessões anuais da Grande Loja. E só não assegurou essa representação na quarta, porque entendi dever eu assumi-la pessoalmente, porquanto ali se iam discutir assuntos do foro da minha especialidade profissional. A opção de delegar essa representaç...

Maçonaria em Loja

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A organização da Maçonaria Regular tem uma base de sustentação, a Loja. E a Loja tem como base os Obreiros que a compõem. Quero eu acentuar com este começo de texto que os Obreiros, ao nível das Lojas, são os alicerces sobre os quais toda a estrutura se levanta. Bom…, mas sendo os Obreiros homens, seres humanos com pernas, braços e o resto, como todos os outros, interessa discorrer um pouco sobre o relacionamento entre os componentes desta estrutura que assume uma tão grande responsabilidade. Quando alguém é proposto para iniciação na Maçonaria, necessariamente a nível de loja, é-lhe feito um inquérito e sobre isso já se escreveu aqui neste blog o suficiente para justificar que não gaste agora mais espaço com o porquê e o como do inquérito. Mas interessa notar que sendo o inquérito, ele também, feito por homens, é evidentemente um exercício de conclusões falíveis, e pode acontecer que seja proposto para iniciação alguém que realmente não esteja em condições de admissão na Maçonaria. E...

Presença do Conde Lippe em Portugal

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A - Introdução Iniciam-se estas reflexões por um ligeiro esboço da situação político/militar em Portugal antes da Guerra dos 7 anos. Procura-se seguidamente apresentar um breve perfil do Marechal-General Conde de Lippe, quer como militar, quer como homem, fazendo referência daquilo que se julgou ser o mais importante legado ao nosso país; e conclui-se focando o Conde de Lippe como Maçon. D. José I era o rei de Portugal e tinha como Primeiro-Ministro, Sebastião José de Carvalho e Melo, a quem concedeu o título de Conde de Oeiras em 1759, e mais tarde, em 1769, o título de Marquês de Pombal. Sem ameaças exteriores e com a necessidade interna de diminuir o poder do exército, o governo de D. José I, descurou completamente o aparelho militar. O Marquês de Pombal, por desafecto às instituições militares, ou porque de todo o absorvia o delírio de aniquilar a companhia de Jesus e a Nobreza, recordo que só os nobres tinham acesso aos postos mais elevados da hierarquia militar, tornou-se...

O décimo Venerável Mestre

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Uma das vantagens do sistema de sucessão no exercício do ofício de Venerável Mestre informalmente instituído na Loja Mestre Affonso Domingues (e também em muitas outras Lojas, das mais diversas Obediências, ritos e latitudes) é que possibilita ao 1.º Vigilante um ano completo para analisar a Loja, verificar os seus pontos fortes e fracos, meditar sobre qual a melhor forma de dar o seu contributo aquando do exercício do seu mandato como Venerável Mestre - em suma, concede ao 1.º Vigilante um ano inteiro para preparar o seu projecto para o ano seguinte. Dadas as circunstâncias em que eu fui designado/nomeado/empurrado/nomeado voluntário para ser 1.º Vigilante, eu utilizei esse período de reflexão para meditar sobre a melhor forma de evitar que situações semelhantes ocorressem num futuro próximo. Foi neste estado de espírito que o mandato do décimo Venerável Mestre da Loja Mestre Affonso Domingues, Rui Bandeira, eu próprio, foi iniciado. Tinha de confiar no instinto. E o instinto acenava...

Aquém e além do símbolo

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É inaugurada na próxima sexta-feira, dia 28 de Setembro, pelas 16,30 horas, a exposição de pintura e escultura de Júlio Pêgo intitulada "Aquém e Além do Símbolo". Esta exposição estará patente na zona de exposições temporárias, sita na ala Norte do Claustro da Hospedaria, e ainda no no Claustro da Micha, no Convento de Cristo, em Tomar. O seu núcleo de pintura manter-se-á à disposição do público até ao dia 28 de Outubro. O núcleo de escultura, por sua vez, permanecerá exposto até 29 de Dezembro. Esta exposição integra-se no programa nacional das Jornadas Europeias do Património 2007 e tem entrada livre nos dias 28, 29 e 30 de Setembro, bem como em todos os domingos e feriados até às 14 horas, destinando-se aos visitantes do Convento de Cristo. A exposição é constituída pela mostra de 11 esculturas em ferro galvanizado e aço inoxidável e 21 pinturas, tendo como temáticas a época dos Templários e a expansão portuguesa e é uma organização do artista e do Convento de Cristo. Mais...