Mostrar mensagens com a etiqueta liberdade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta liberdade. Mostrar todas as mensagens

03 agosto 2015

O que os maçons acreditam?


Como utopia pessoal, cada maçom propõe elevar seu status para ser social, na medida das suas próprias competências, guiado por uma escola iniciática que fundou-a sobre princípios morais.

Acredita na necessidade de tolerar a opinião contrária, respeitando a diversidade de crenças religiosas e diferentes filosofias de vida.

Então, acredita em tolerância como resseguro à liberdade de pensamento, ela age como uma rede de contenção nos debates e teste, tornando-se permanentemente formado, Maçom em um homem com a capacidade de ouvir, compreender e agir.

Acredita na democracia como uma teia onde as diversas formas de pensamento e de crenças que estão interligadas dentro de que, tendo respeito pelos outros e tolerância de divergência, como propõe uma sociedade fraterna e progressista.

Eu, Mestre Maçom acredito na ciência, como representante do progresso, mas guiada por valores eternos como a igualdade de Justiça;lealdade sobre a igualdade de oportunidades.

Acreditar na liberdade e fraternidade como utopias que homem deveria propor e funciona dentro do templo, através do estudo das normas morais e em favor de uma atitude ética consistente em todas as áreas onde atuam.

O Maçom acredita na razão que permite-lhe descobrir a natureza das coisas, compreendê-los e respeitá-los, mas ao mesmo tempo, ele acredita na importância das doutrinas religiosas e tradições culturais como formadores do homem Sentimental.

Acredita na possibilidade de um novo humanismo capaz de priorizar, acima de pessoal, corporativa e os interesses nacionais, a preservação do habitat de todos os seres.

Acreditar nos meios pacíficos de resolução de conflitos, o Maçom opôs-se ao fanatismo político ou religioso em todos que colocam em risco a vida das pessoas.

Maçom acredita e é guiado por duas trilogias fundamentais que sintetizam seu intelecto: ciência, justiça e trabalho e na liberdade, igualdade e fraternidade.

Por isso Sou Maçom


Pedro Abreu, 

M.’.M.’. da RLMAD

PS: Texto da autoria do Pedro Abreu, Mestre Maçom, pertencente ao quadro de obreiros da Respeitável Loja Mestre Affonso Domingues nº5

27 julho 2015

Porquê "meu irmão", e não "meu amigo"? (republicação)

Tenho andado a fazer uma "reciclagem" de  alguns dos textos que eu considero oportunos para serem republicados de tempos a tempos para nova leitura ou para uma "leitura em primeira-mão".

Tais textos, por norma, já têm bastante tempo passado desde a sua publicação original, logo deste modo, alguns leitores poderão nunca os ter lido por se encontrarem no "arquivo" do Blogue, e dada a sua contemporaneidade, considero que devem novamente "vir a lume" como é usual se dizer.

Posto isto, o texto de hoje foi escrito pelo Paulo M. e pode ser consultado no seu original aqui .

"Porquê "meu irmão", e não "meu amigo"? 

Os maçons tratam-se, entre si, por "irmão", tratamento que é explicitamente indicado a cada novo maçon após a sua iniciação. Imediatamente após terminada a sessão de Iniciação é normal que todos os presentes cumprimentem o novo Aprendiz com efusivos abraços, rasgados sorrisos e, entre repetidos "meu irmão", "meu querido irmão" e "bem vindo, meu irmão", recebe-se, frequentemente, mais afeto do que aquele que se recebeu na semana anterior.

O que seria um primeiro momento de descontração torna-se, frequentemente, num verdadeiro "tratamento de choque", num momento de alguma estranheza e, quiçá, algum desconforto para o novo Aprendiz. Afinal, não é comum receber-se uns calorosos e sinceros abraços de uns quantos desconhecidos, para mais quando estes nos tratam - e esperam que os tratemos - por irmão... e por tu! Sim, que outro tratamento não há entre maçons, pelo menos em privado - que as conveniências sociais podem ditar, em público, distinto tratamento.

O primeiro momento de estranheza depressa se esvai - e os encontros seguintes encarregam-se de tornar naturalíssimo tal tratamento, a ponto de se estranhar qualquer "escorregadela" que possa suceder, como tratar-se um Irmão na terceira pessoa... Aí, logo o Aprendiz é pronta e fraternalmente corrigido, e logo passa a achar naturalíssimo tratar por tu um médico octogenário, um político no ativo, ou um professor universitário. E de facto assim é: entre irmãos não há distinção de trato.

Não se pense, todavia, que todos se relacionam do mesmo modo. Afinal, não somos abelhas obreiras, e mesmo entre essas há as que alimentam a rainha ou as larvas, as que limpam a colmeia, e as que recolhem o néctar. Do mesmo modo, todos os maçons são diferentes, têm distintos interesses, e não há dois que vivam a maçonaria de forma igual. É natural que um se aproxime mais de outro, mas tenha com um terceiro um relacionamento menos intenso. Não é senão normal que, para determinados assuntos, recorra mais a um irmão, e para outros a outro - e podemos estar a falar de algo tão simples quanto pedir um esclarecimento sobre um ponto mais obscuro da simbologia, ou querer companhia ao almoço num dia em que se precise, apenas, de quem se sente ali à nossa frente, sem que se fale sequer da dor que nos moi a alma.

Mas não serão isto "amigos"? Porquê "irmãos"? Durante bastante tempo essa questão colocou-se-me sem que a soubesse responder. Sim, havia as razões históricas, das irmandades do passado, mas mesmo nessas teria que haver uma razão para tal tratamento. O que leva um punhado de homens a tratarem-se por "irmão" em vez de se assumirem como amigos? Como em tanta outra coisa, só o tempo me permitiu encontrar uma resposta que me satisfizesse. Não é, certamente, a única possível - mas é a que consegui encontrar. 

Quando nascemos, fazêmo-lo no seio de uma família que não temos a prerrogativa de escolher. Ninguém escolhe os seus pais ou irmãos de sangue; ficamos com aqueles que nos calham. O mais natural é que, em cada núcleo familiar, haja regras conducentes à sua própria preservação e à de todos os seus elementos, regras que passam, forçosamente, pela cooperação entre estes. É, igualmente, natural que esse fim utilitário, de pura sobrevivência, seja reforçado por laços afetivos que o suplantam a ponto de que o propósito inicial seja relegado para um plano inferior. É, assim, frequente que, especialmente depois de atingida a idade adulta, criemos laços de verdadeira e genuína amizade com os nossos irmãos de sangue, que complementa e de certo modo ultrapassa, em certa medida, os meros laços de parentesco.

Do mesmo modo, quando se é iniciado numa Loja - e a Iniciação é um "renascimento" simbólico - ganha-se de imediato uma série de Irmãos, como se se tivesse nascido numa família numerosa. Neste registo, os maçons têm, uns para com os outros, deveres de respeito, solidariedade e lealdade, que podem ser equiparados aos deveres que unem os membros de uma célula famíliar. Porém, do mesmo modo que nem todos os irmãos de sangue são os melhores amigos, também na Maçonaria o mesmo sucede. Não é nenhum drama; o contrário é que seria de estranhar. Diria, mesmo, que é desejável e sadio que assim suceda, pois a amizade quer-se espontânea, livre e recíproca. E, tal como sucede entre alguns irmãos de sangue, respeitam-se e cumprem com os deveres que decorrem dos laços que os unem, mas não estabelecem outros laços para além destes. Pode acontecer - e acontece. Mas a verdade é que o mais frequente é que, especialmente dentro de cada Loja, cada maçon encontre, de entre os seus irmãos, grandes amigos - e como são sólidos os laços de amizade que se estabelecem entre irmãos maçons!

Paulo M.  "

20 julho 2015

L'égalite est la base de toute liberté (republicação)

O texto que hoje é republicado é datado de 2009 e foi escrito pelo Jean-Pierre Grassi, obreiro também ele da Respeitável Loja Mestre Affonso Domingues nº5.

Foi escrito em francês e irei manter a sua integralidade nesta republicação.

"Ou serait-ce le contraire?
Ou bien alors, est-ce que l’un de ces mots a-t-il un sens sans le second?
Ou bien encore, est-ce que ces mots, égalité et liberté, ne sont-ils pas dénués de sens? Du moins dans l’absolu.

Serait-ce une hérésie que de dire que Egalité et Liberté sont en soi deux mots abstraits? Voyons.

La définition de l’égalité est relativement simple, c’est l’absence complète de distinction entre les hommes sous le rapport des droits: égalité civile, sociale, politique, ... Or nous savons que cet état d’égalité n’existe pas. Qu’elle soit naturelle, acceptée ou imposée, la différence entre les hommes a toujours existée.

La liberté, par définition, est l’absence de contrainte; mais il n’existe pas de liberté absolue. Que se soit la liberté de conscience, la liberté morale, la liberté du culte, la liberté de la presse, la liberté syndicale, ... elle sera toujours limitée, ou conditionnée, par des règles établies par la communauté à laquelle on appartient.

En définitive, la liberté, telle qu’on l’entend, est de pouvoir faire tout ce qui n’est pas interdit. Et si ce n’était pas le cas, ce serait l’anarchie, la démocratie directe, comme l’exposait Platon. Cette doctrine qui libère l’individu de toute forme de contrainte. Nous revenons à l’abstraction. Alors?


Alors remontons dans le temps, plus précisément les 20, 21, 23, 24 et 26 août 1789. Que se passa-t-il alors?

Les représentants du peuple Français, constitués en Assemblée Nationale, ont résolu d’exposer, dans une déclaration solennelle, les droits naturels, inaliénables et sacrés de l’homme.

Ce fut la “Déclaration des Droits de l’Homme et du Citoyen” dont la première phrase de l’Article premier est:

Les hommes naissent et demeurent libres et égaux en droits.
En théorie, cette simple phrase constituée de dix mots résolvait un problème aussi vieux que l’homme est homme. En réalité, et justement parce que l’homme est homme, il n’a pu réaliser les idéaux contenus dans cette phrase, tout au moins jusqu’en cette veille du XXIème siècle.

Et cela malgré cette autre grande affirmation que fut la “Déclaration universelle des droits de l’homme”, adoptée et proclamée le 10 décembre 1948 par l’Assemblée Générale des Nations Unies, et dont l’article premier est:

Tous les êtres humains naissent libres et égaux en dignité et en droits. Ils sont doués de raison et de conscience et doivent agir les uns envers les autres dans un esprit de fraternité.

Remarquons au passage que, dans ce premier article, apparaît le mot “Fraternité” qui, lié à “Liberté” et “Egalité”, constitue non seulement la devise de la France mais aussi, depuis le milieu du dix-neuvième siècle, le ternaire sacré de la Maçonnerie.

Traditionnellement en France, on a toujours opposé la Liberté de 1789 et l’Egalité de 1793. L’égalité de droit a sans cesse progressé. Ce progrès continue, mais semble presque au bout, à son terme, en tout cas dans nombreux pays.

Dans le même temps où l’on est arrivé presque à la perfection de l’égalité de droit, on a vu s’aggraver les inégalités de fait.

Il y a d’abord les handicaps naturels, ils sont normaux et il ne faut pas chercher à les nier en essayant de cloner les gents intelligents! Il existe et il existera toujours des différences.

D’ailleurs, quand Plantagenêt disait que “l’égalité n’implique pas le nivellement des valeurs”, il sentait bien ce qu’il y avait d’absurde dans cette notion trop absolue d’«égalité».

Ces inégalités sont de sources diverses; l’intelligence de l’individu, son hérédité, ses conditions familiales, son aptitude à la scolarisation, sa citoyenneté, la localisation géographique de son habitat et, principalement, ses revenus!

Les inégalités sociales sont dramatiques, l’écart entre les revenus les plus élevés et les plus modestes se creuse chaque jour plus, et les inégalités deviennent de moins en moins supportables car le fatalisme n’est plus de mise, les écarts sociaux sont consciemment perçus.

Sans compter que d’autres inégalités se sont sans doute aussi aggravées, ce sont les inégalités entre peuples. Jusqu’à présent, on a largement raisonné en termes d’égalité au sein d’une nation, c’est oublier les inégalités entre les pays riches et les pays pauvres, en Europe et dans le Monde, et celles là sont gigantesques.

Il suffit de se pencher sur le phénomène européen qui prône la liberté de circulation à l’intérieur de ses frontières mais qui interdit, en même temps, son accès aux gens du Sud. Ce n’est ni l’égalité des droits, ni l’égalité des conditions.

C’est également oublier le préambule de la Déclaration universelle des droits de l’homme qui rappelle que les peuples ont proclamé leur foi dans les droits fondamentaux de l’homme, dans la dignité des valeurs de la personne humaine, dans l’égalité des droits des hommes et des femmes, et qu’ils se sont déclarés résolus à favoriser le progrès social et à instaurer de meilleures conditions de vie dans une liberté plus grande.

Cette vision, lorsqu’elle est appliquée, a normalement un caractère fonda- mentalement nationaliste, même si notre Europe joue un rôle positif par sa redistribution et ses fonds de péréquation. Dans ce cas précis, l’Europe est l’image d’une nation globale, limitée à l’espace géographique de ses états membres.

Des étudiants portugais écrivaient dans une thèse sur la Révolution Française:
“Au long des 200 dernières années, l’égalité, par le biais du développement social, n’a fait que augmenter les inégalités, et la fraternité a été abandonnée en un monde qui a placé l’affirmation des Etats Nationaux au dessus de la solidarité entre les peuples.”

L’égalité est-elle la base de toute liberté? Qu’est-ce que l’on entend par «liberté»?

Ce qui consiste à faire tout ce qui ne nuit pas à autrui? L’exercice des droits naturels de chaque homme qui n’a de bornes que celles qui assurent aux autres membres de la société la jouissance de ces mêmes droits?

L’égalité des conditions est une utopie; elle n’est ni possible, ni d’ailleurs souhaitable car, paradoxalement, négatrice de la liberté.

Ce qui pourrait être même dangereux, c’est l’accent mis sur la liberté; la liberté absolue tue l’égalité de même que l’égalité absolue tue la liberté. Personne n’a encore trouvé le bon point d’équilibre sans que l’un détruise l’autre.

Les bornes de cette liberté ne peuvent être déterminées que par la loi. Et la loi, par définition, est égale pour tous.

Donc, une certaine égalité est la base d’une certaine liberté. Il n’existe pas d’absolu.

Ce qui est souhaitable, comme le réfère la “Déclaration universelle des droits de l’homme”, c’est que ce concept soit humanisé par un sentiment qui parait indissociable de son contenu: la fraternité.

Et afin qu’elle prenne tout son sens et qu’elle soit réellement applicable, et appliquée, la devise Maçonnique, “Liberté, Egalité, Fraternité”, devra être toujours associée à la solidarité, à la tolérance et à l’universalité.

Mais même en Maçonnerie l’égalité n’est pas la base de la liberté. Du moins, l’égalité n’est pas toujours synonyme de liberté.

Dans un Ordre qui prône la Tolérance, il existe des règles auxquelles les Maçons doivent se soumettre. Ce sont les Landmarks (ou Règles, ou Statuts, ou Limites) qui dictent quelle doit être l’attitude du Frère dans la Maçonnerie, et par extension, dans le monde profane.

Même si, comme le dit Jean Boucher, “En Maçonnerie, contrairement à ce qui a lieu dans la plupart des autres groupements humains, chaque Frère garde une liberté entière; il ne peut ni ne doit recevoir aucun mot d’ordre susceptible d’influencer ses actes”, le Maçon devra respecter néanmoins les règles édictées par les règlements de sa Loge et de sa Grande Loge. Il ne pourra évoquer “au dehors” ce à quoi il a participé “à l’intérieur”, sa conscience étant liée, dans ce cas, au jurement qu’il fait lors de la fermeture des travaux de sa Loge de Saint-Jean.

L’Initié, lorsqu’il est fait Maçon, cet homme «libre et de bonne renommée» s’entendra appeler “Frère” par ses nouveau correligionaires. Il pourrait imaginer que, de ce fait, il sera leur égal et qu’il jouira des mêmes libertés qu’eux. Il n’en est rien. Il lui faudra attendre d’être Maître pour pouvoir user de la parole en Loge, à l’instar de tous les Apprentis et Compagnons.

Pour conclure, rappelons que l’égalité absolue entre les hommes existe, une fois et une seule, au long de leurs existences. Le jour où le Grand Architecte de l’Univers nous appellera auprès de lui, à l’Orient Eternel, le jour où, effectivement, nous ne serons plus libre de notre choix. C’est l’heure du Jugement Final où l’homme n’est plus maître de son destin

Ce jour-là, cette égalité totale finalement obtenue sera synonyme d’absence totale de liberté, quelle qu’elle soit."

Jean-Pierre GRASSI

27 abril 2015

25 de Abril... uma singela reflexão


Comemora-se hoje mais um feriado referente ao 25 de Abril. 

Como todos bem sabemos, este feriado celebra o fim da ditadura do Estado Novo, época durante a qual as liberdades e direitos da maioria do povo se encontravam cerceados.

O 25 de Abril, ou a revolução efetuada nesse dia e mais tarde conhecida com o sugestivo epíteto de “revolução dos cravos”, independentemente de muitos concordarem ou não com os seus fins programáticos, numa coisa todos terão de concordar, trouxe alguma da liberdade de expressão que antes não existiria. 

Liberdade de expressão esta que me permite neste momento estar a debitar estas singelas linhas,” liberdade de expressão” que me autoriza a que eu o possa assim fazer apenas por me apetecer tal.

Para além disso, consignou o “direito à livre reunião entre pessoas”, direito esse eu que orgulhosamente usufruo na sua plenitude. Permitindo-me estar com quem eu quero quando o assim desejo ou posso.

Trouxe também o “direito à livre circulação”, que a todos dará muito jeito. Qualquer pessoa pode circular por onde quiser e principalmente às horas que desejar.

Com estes não tão singelos direitos outorgados pela “revolução dos cravos”, que não são tão simples assim como poderão aparentar pela forma de como os descrevi, é permitido  que a Maçonaria possa subsistir -  e perseverar, digo eu! – nos dias que correm.

Se tal “revolução” não tivesse acontecido, nem maçons nem o povo na sua generalidade poderiam vivenciar tais direitos, mas saberiam pelo menos dar-lhe o valor que os mesmos teriam, porque simplesmente não os poderiam experienciar. E como quase tudo na vida, normalmente só damos valor a algo quando tal é inalcançável ou que se o tenha perdido. Singularidades da vida, é o que me apraz dizer...

Hoje em dia e passados já mais de quatro décadas desta revolução começa a por-se em questão esta dita revolução, seja pelo espaço temporal a que aconteceu seja porque uma grande parte da população já ter nascido depois desta insurreição e não ter “sentido na pele” o estado retrógrado em que se vivia então, no sentido de que estas ditas “liberdades” serão mesmo liberdades ou garantias básicas para a evolução da sociedade ou meramente algo que se pode prescindir em detrimento de outra coisa qualquer e a qualquer custo também...

O povo ou os seus “mandatários”, libertaram-se de um sistema anti-democrático para se submeterem a um jugo financeiro atual, tal a dependência que temos dos sistemas bancários e instituições económico-financeiras. Poderes estes não controlados pela “força do voto”. - O que se pode tornar perigoso a curto e médio prazo para as "liberdades" da generalidade -.

Naturalmente que nos primeiros tempos em “liberdade” muitas coisas erradas aconteceram fruto da inebriação coletiva do recente fim da ditadura. Aconteceram coisas positivas outras nem tanto, mas foram essas coisas que nos trouxeram até aqui e que nos desenvolveram a nossa identidade atual.

O que somos atualmente?

Passámos de uma sociedade em que a grande parte dos seus cidadãos viveria com salários pequenos e condições de trabalho limitadas para uma sociedade contemporânea consumista e excessivamente materialista e capitalista.

Quantos de nós, principalmente os da minha geração (que nasceram entre 1975 e 1990) souberam dar valor ou reconhecer algum mérito à liberdade que temos e que usufruímos?!

Alguns com certeza. Outros falarão de liberdade apenas como um neologismo criado pelos tempos vigentes, pois nunca – felizmente!- sentiram ou partilharam dos sentimentos que os seus pais ou avós partilhavam.

E falei da minha geração porquê?

Porque neste momento também já não são somente filhos de uma revolução, mas sim pais e alguns até mesmo avós, e caberá a esta geração transmitir estes valores e ideais de Liberdade às gerações atuais. 
Primeiro porque as faixas etárias estão muito próximas, depois porque falam uma “linguagem” muito semelhante, e finalmente numa boa parte dos casos, serão os ídolos destas gerações, logo gente que é escutada e observada no seu quotidiano. Logo mais facilmente sob escrutínio das gerações atuais.

É que apesar de a Liberdade ser um conceito demasiado amplo, o mesmo não pode ser vago. Quando se fala em liberdade, convém explicitar depois qual liberdade a que nos referimos, uma vez que a nossa liberdade termina quando começa a do nosso semelhante, e se duas “liberdades” colidirem entre si, obviamente que não haverá qualquer liberdade; existirá sim, a liberdade de um prevalecendo sobre a do próximo, e isso em última instância não é sequer Liberdade mas outra coisa qualquer…indigna de lhe ser outorgado esse nome.

Hoje, 25 de Abril de 2015, num ano de eleições legislativas, num ano em que a maioria dos cidadãos portugueses terá na sua mão o seu destino e o destino dos próximos anos, convirá que todos façam a sua reflexão, que meçam os prós e os contras, que metam na “balança” as suas ideias, os seus desígnios, e se preparem para o “grande dia”. 
Já não falta tanto tempo assim…

É que se alguma liberdade esta revolução nos trouxe foi a liberdade de decisão e de opção pela agremiação política que melhor poderá nos representar a nós próprios bem como decidir o destino das nossas vidas e dos nossos concidadãos.

Agora o que importará  é que todos exerçamos esse direito, essa regalia que nos foi concedida, porque depois e porque vivemos num sistema democrático, teremos de nos submeter à decisão do coletivo do eleitorado.

Por ora, que saibamos viver em liberdade e que saibamos partilhar essa liberdade com o nosso semelhante.

25 de Abril, Sempre!!!



PS: Este texto foi escrito este sábado, dia 25 de Abril, e apenas publicado hoje por opção editorial minha.

23 fevereiro 2015

"Curiosidade, voyerismo, ou simplesmente, requintes de malvadez…?!"


Hoje infelizmente trago à baila um tema que me causa algum amargo de boca, daqueles amargos criados por um qualquer espinho purulento que se possa ter na garganta...

Seja por mesquinhez humana, seja meramente por curiosidade ou simples voyerismo sobre o que se passa na vida de outrem, os tugas são uns “cuscos” por natureza…

A curiosidade sobre a forma de como o seu amigo, vizinho ou colega de trabalho vive ou age, geralmente faz parte do imaginário coletivo do povo português.

Saber o que aqueles fazem nas suas vidas, nas suas profissões, quais as  suas amizades, os seus gostos e “desgostos”, levaram a que as redes sociais crescessem de forma exponencial ao longo dos últimos anos e não apenas em Portugal, mas no resto do mundo também.

Quantos de nós aderiu ou  ainda pertence a uma rede deste tipo?
Quantos de nós fomenta e desenvolve a suas amizades e conhecimentos nestas redes sociais?

Uns porque querem de facto interagir com os seus amigos, outros apenas por quererem conhecer a vida que essas pessoas levam…

Como seres humanos, somos competitivos por natureza - essa faceta animal está intrincada no nosso ADN - e isso leva-nos a comparar o que fazemos com o que os outros fazem.

E algumas vezes nessa “competição”, a comparação entre estilos de vida é geralmente o que mais acontece. Saber que alguém tem uma vida “melhor” ou “pior” que a sua, para alguns, é o que de mais  gratificante têm na sua vida, o que só demonstra a sua pequenez de espírito.

E quando esta curiosidade abrange não exclusivamente os conhecidos, mas que se alarga a outras pessoas, sendo estas personalidades conhecidas na sociedade, tal propicia a existência de um “género literário” que tem vários seguidores não só em Portugal como também por esse mundo fora. Geralmente tal é designado por literatura “cor-de-rosa”, até porque habitualmente quem seriam os maiores consumidores deste género literário eram as mulheres. Coisa que está a mudar na atualidade.

Quem não costuma folhear algumas páginas deste tipo de revistas? 
Nem que seja meramente para ajudar a passar o tempo de espera num consultório médico ou numa paragem de autocarro? Mesmo que não seja necessariamente para cuscar sobre a vida de alguém…

Mas não é particularmente sobre este género literário que eu quero elucubrar, mas sobre outro género, o do tipo informativo. Daquele que serve mesmo para informar e não o contrário.

Assim, durante a passada semana, uma publicação supostamente mediática e de cariz hipoteticamente informativo – será?! - com um título suis generis de  dia da semana e que curiosamente nem sequer é publicada nesse dia cujo o nome enverga, - opção editorial ou marketing, quiçá?- voltou à carga com o tema Maçonaria e a vida interna das principais Obediências do nosso país, nomeadamente a GLLP/GLRP da qual faço parte, e logo como manchete principal e como sendo o tema capa de revista.

Naturalmente que neste texto, bem como em outro qualquer, apenas posso expressar a minha opinião, sendo apenas por ela que sou responsável. 
Sou um cidadão adulto e livre, mas acima de tudo cumpridor das regras cívicas e das leis do meu país.
E como tal, se tenho deveres a cumprir, também por sua vez, terei direitos que me são adstritos. 
E um deles é o direito a associar-me e a reunir-me com quem eu bem entender, desde que tal não seja criminalmente punível. 
E a expressar o que por bem eu entender, desde que tal não ofenda ou comprometa o bom nome de algo ou de alguém.

E se falei assim anteriormente, é porque quero que fique inculcado na mente de quem me lê, o que eu penso e sinto sobre este assunto em particular.

E uma vez que, sendo reconhecido como maçom e principalmente porque faço parte da Maçonaria Regular, - apenas posso falar daquilo que vivencio -, sei que nada se passa no seu interior que atente a nossa república nem a nossa democracia legitimamente eleita. Até porque tal nunca poderia ocorrer, porque qualquer Obediência Regular compromete-se em honrar e respeitar as regras do país onde se insira, bem como os maçons seus filiados, juram sempre submeter-se às leis desse país em concreto. E nem o poderiam de fazer de outra forma, pois antes de serem maçons, são cidadãos, tal como os outros, com as mesmas obrigações e direitos. 
Nem acima nem abaixo, mas ao mesmo nível…

Logo, porque “carga de água” é assim tão importante saber o que se faz no interior de uma Loja Maçónica?

Não vou rebater esta questão com  os habituais argumentos e que são já por demais conhecidos, mas vou salientar principalmente o caso do voyerismo sobre a vida particular de alguém.

Não temos todos nós direito à nossa privacidade e a respeitar também o direito à privacidade dos nossos pares?
Não incorreremos nós em alguma forma de crime por usurpar esse direito a alguém?

O direito à privacidade é algo do mais importante que um ser humano poderá ter, e inclusive está resguardado na nossa Constituição da República no seu Artigo 26º, Ponto 1.

Alguém poder fazer na sua intimidade o que entender, partilhar a sua vida com quem bem entender, é algo que não deve estar dependente da curiosidade de ninguém.

Por isso, qualquer coisa que se faça na nossa intimidade/privacidade, será apenas do nosso entendimento. Nós é que sabemos se queremos tornar público ou não o que fazemos. Quem se quer resguardar, tem sempre essa possibilidade e esse direito.

Quantos de nós, reserva apenas para si, para a sua família ou para as suas amizades o que faz?
Quantos de nós também poderá ter uma vida pública, e por isso estar menos resguardado, mas que tal, foi uma decisão que tomou, uma opção que fez?!
Muitos com certeza. 
Mas muitos também optaram por manter a sua vida “secreta”.

Por isso, o secretismo ou a discrição em relação a algo, não deveria comprometer quem desta forma prefere viver.

Porque será que quando não sabemos o que alguém faz, ocorre-nos a ideia que estará a fazer algo de errado ou a conspirar?
Apenas porque não conhecemos a sua vida? 
E com que direito temos, para conhecer a sua vida? Se não fomos escolhidos ou convidados para tal?

É sobre isto que interessa refletir.

Os maçons não são melhores nem piores que os outros cidadãos, membros ou não de associações conhecidas ou que não integrem até sequer qualquer associação.

O que os maçons tentam fazer é melhorar a sua vida através de uma via espiritual, num contexto iniciático, por forma a que leve em ultima instância a um progresso geral social e ao seu aperfeiçoamento pessoal em concreto. E isto não tem nada de mais.

Se o maçom cumpre determinado ritual ou ritualística inerente à prossecução deste seu caminho, tal apenas lhe diz respeito a si mesmo.
O que interessa saber se faz este ou aquele gesto, se tem esta ou aquela postura corporal? Se apenas a quem o pratica, é importante o conhecer?!

Para mera cultura geral, será?! E porquê? 
Que vantagens esse conhecimento trará a quem tem acesso de forma incorreta a esses conhecimentos? 
Apenas conhecer, será?! Porque nada poderá fazer com eles…

Comparo isso à situação de estarmos com fome e termos diante de nós uma mesa farta e que estamos impedidos de lhe aceder. Sabemos que os alimentos estão lá, mas não os poderemos saborear. E é isto que acontece a quem acede a conhecimentos que não lhe dizem diretamente respeito. Conhecem, mas não compreendem nem tiram partido disso. São conhecimentos vazios de conteúdo e de sensação.

E mais uma vez, volto eu à carga

Porque é assim tão importante saber o que os maçons fazem?

Terão de reunir de porta aberta? E porquê? Com que motivo? Se nada de errado estarão a fazer?

Pode acontecer por vezes, e não estou a assumir que tal assim seja ou que ocorra, que certos desentendimentos possam existir. Somos seres humanos e nem sempre concordamos ou gostamos das atitudes que outros possam ter para connosco. E ter atitudes menos próprias e menos nobres poderão ocorrer por isso. 
O que é importante fazer é tentar evitar tais comportamentos através do uso do diálogo e de uma sempre presente tolerância e sensatez.

- Não somos robots, logo somos feitos de carne e sentimentos...-

Mas questiono, terão essas situações de vir ao conhecimento do público?
Qual será a sua relevância?

Quando nos chateamos com amigos e colegas, também vamos a correr por a “boca no trombone”? 
Vamos informar meio mundo que aconteceu isto ou aquilo
Não resguardamos essas situações para a nossa privacidade?

Então porque teriam de os maçons, nos seus hipotéticos desentendimentos, agir dessa forma?
E qual o interesse real que tal teria para a comunidade? Senão apenas por mera cusquice ou exibicionismo?!

Mas o pior que eu considero que sucede, é que exista gente que aufira algo com essas situações. Quando violar a privacidade de alguém se torna numa fonte de rendimento.

Naturalmente que não critico quem trabalha honestamente nem qual seja a sua fonte de rendimento, desde que justa e honesta, mas também não posso deixar de criticar quem à conta da vida privada de outrem, governa a sua vida. 
Será tal legítimo?!

E quando essa forma de trabalhar, menos válida no meu entender, tenta criar a ideia na generalidade das pessoas de que quem se resguarda da vida pública e que se reúne discretamente, que conspira, que corrompe, que age de forma deliberadamente imprópria ou com uma conduta marginal, para mim, roça quase a criminalidade. 
Até porque quem trabalha desta forma, com as assumpções que faz, impregna na mente da generalidade das pessoas de que quem se resguarda, independentemente de ser um grupo de pessoas ou uma somente, estará a fazer algo de errado. O que nem sempre é a verdade!

O problema é que estes temas do secreto e do discreto vendem… E por venderem, existe sempre alguém interessado em comprar… Independentemente de comprar “gato por lebre” ou da legitimidade com que tal lhe é dado a conhecer.

E uma vez que tal é recorrente, seria interessante a quem assim o faz, fazer a devida reflexão se a sua atitude é a mais correta ou se o fator-dinheiro é  mais importante que a dignidade e a privacidade do ser humano.
Para mais, quando repisa constantemente sobre os mesmos assuntos, muitos dos quais nem sempre corretos  ou verdadeiros. 
E resguardarem-se na sombra das fontes também não será a melhor atitude. Até porque com esse argumento poderão especular o que quiserem e sobre o que quiserem, com as consequências que conhecemos para as personalidades cujos nomes possam ser referidos. 
Até porque existe gente que poderá ser prejudicada na sua vida profissional ou no seu seio familiar por apenas ter o seu nome referido ou associado a algo, mesmo que tal não seja verídico.

 - As piores condenações são geralmente as que são feitas na "praça pública" e bem sabemos que nem sempre serão  julgamentos corretos ou assertivos -.

Não me importa se o assunto é um tema importante ou não, o que me interessa de facto é saber se a obtenção da (provável) informação foi obtida com o consentimento do interveniente e se a mesma é a verdadeira. Isso sim é que é relevante!
Para além de que uma informação argumentada pelo próprio interveniente terá sempre um valor que não teria se a informação fosse simplesmente especulada ou contendo alguma subjetividade relativa.

É por isso que creio que na maioria das vezes em que o tema “Maçonaria” vem à baila do conhecimento público, será quase sempre por algo que não tem interesse para a comunidade, mas apenas com o sentido de se “vender manchetes” e de se obter receitas à custa da vida particular de outrem.
Assim, continuo sem perceber se é por mera curiosidade, se por voyerismo ou se por algum requinte de malvadez, este tipo de atitude persecutória que alguns supostamente informantes terão.
Sei é que se não houvessem determinados curiosos, não haveria lugar para tanta (des)informação…

03 novembro 2014

Refletindo sobre a frase "Sei que só há uma liberdade: a do pensamento" dita por Antoine de Saint-Exupery...

(imagem proveniente de Google Images)

Na minha opinião (tendo ela a relevância que lhe quiserem atribuir), Antoine de Saint-Exupery (29/06/1900 – 31/07/1944) disse uma verdade suprema. Não a classificando como paragdigmática ou um dogma até, a sua frase Sei que só uma liberdade: a do pensamento envolve tudo aquilo que  é para mim a faculdade mais importante que o Ser Humano poderá ter,  a capacidade de pensar e refletir; bem como aborda também para mim, a forma de como nos devemos sentir na sociedade, sentirmo-nos livres, libertos de preconceitos e ideias que são repisadas por outros sem que nos preocupemos em aferir a sua veracidade e a sua causalidade, e assim manter a "mente aberta", limpa e disponível à aprendizagem que é inerente ao nosso processo de crescimento pessoal e às vivências próprias deste trilho em que caminhamos, a nossa Vida.
Há que discutir, há que debater, há que pensar... E só estando livres e nos sentindo livres, tal será exequível.
Tanto que a possibilidade de pensarmos por nós próprios e sermos nós mesmos é o que nos separa dos restantes seres vivos, pois temos a hípotese de refletir antes de agir e nada tem de acontecer apenas por instinto ou por impulsividade própria e isso torna-nos diretamente responsáveis pelas nossas ações.  E esta liberdade que nos é concedida pela Natureza ou pelo Grande Arquiteto do Universo - cada um assumirá o que melhor lhe convier - pode-nos levar a lugares que de outra forma não os alcançaríamos.
Antoine de Saint-Exupery foi o autor do conto infantil “O Pequeno Príncipe”, estória essa que aborda a vida de um rapazinho noutro local fora do planeta Terra (o nosso mundo) e que contém algumas lições de vida  encapotadas no seu enredo.
Se não fosse a sua liberdade em pensar e em escrever, para além de não nos ser possível conhecer esta obra literária, o autor nunca nos levaria a “viajar” para fora do nosso mundo como o fez e da forma que o fez.
O acto de pensar, liberta! Torna-nos livres, pois também nos possibilita criar “novos mundos” ou alcançar mundos que não visitaríamos ou conheceríamos. E esta viagem através dos nossos pensamentos, a criatividade que pode surgir por o fazermos pode originar também ela outras obras, sejam elas mundanas ou do “pensamento” que nos impelem para mais longe, que nos fazem progredir como seres humanos..
Esta liberdade de pensar possibilitou a criação de um género literário e cinematográfico designado de “Ficção Científica”, género este baseado em algo que por norma não é nosso contemporâneo e que se acredita que se concretize num futuro próximo, bem como de realidades, mundos e “dimensões” que não existem fatualmente, mas que mesmo assim podem existir e persistir na nossa mente. E este género/categoria tem imensos seguidores por este mundo fora; logo existe gente que também imagina e que gosta de viver algo fora daquilo que é existente, libertando a sua mente para outras coisas que não vislumbra no seu quotidiano e práticas habituais, mesmo que tal não seja necessáriamente normal e aceite pela generalidade das pessoas, dou como exemplos as séries que abordam o vampirismo, zombies, seres alienígenas, possessões demoníacas e outros afins....
De facto,  a frase Sei que só uma liberdade: a do pensamentosupera-se a ela mesmo, pois também ela me possibilitou a reflexão que fiz quando tive o meu primeiro contato com a mesma. E ela obrigou-me a pensar… E pensar pode-se tornar perigoso para quem o faz ou para alguém que não pense no mesmo que o status quo determine que se pense… Mas essa reflexão fica para um texto futuro, por agora prefiro pensar na liberdade que tenho apenas por pensar, e com isso viajar através do mundo e do tempo.
Quem nunca viajou nos seus pensamentos ou através deles?
Quem nunca andou por vales ou cidades onde nunca passeou e com a simples observação de algumas imagens de paisagens, os conseguiu “visitar”?!
Quem nunca alcançou algo nos seus sonhos e/ou devaneios?
Para bem da Humanidade, foi graças a alguns pensadores que através dos seus sonhos e da sua imaginação que provenieram as ideias que nos tornaram naquilo que hoje somos e vivemos. Por isso estou grato a esta liberdade que me foi imposta pelo Criador, a de pensar.
Houvessem outras “liberdades” que fossem assim tão fáceis de alcançar e este mundo seria tão menos complicado…
As questões que deixo para vossa reflexão são:

·         O que fazer com esta liberdade que nos é garantida?

·         Teremos a coragem necessária para pensar e não querermos ser “carneiros” como alguns o preferem ser, apenas por facilitismo?!

·         Desejaremos assumir as responsabilidades e as consequências que provêm do acto de pensar?
      ·   Será que temos a consciência plena das nossas ações e das suas repercurssões à nossa volta e mesmo assim preferir  agir impulsivamente ?
 


E outras tantas questões se me impunham fazer e que as poderia ter feito apenas pelo simples facto de me ser possível pensar e com isso ter a liberdade de as poder propor e debater...

Por isso acredito que pensar não é tão fácil como o aparenta ser e pode até mesmo ser um processo “doloroso” para quem o faz, mas se temos esta capacidade, este enorme poder, convinha para o bem de todos não o desperdiçarmos. Temos é de ter a sabedoria e a inteligência suficiente para a usar, porque de que outra forma haveria de ser concedida pelo Criador /Natureza esta potencialidade a uma espécie se ela não fosse merecedora de tal?!