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16 maio 2016

"A Maçonaria e as Novas Tecnologias de Informação e Comunicação..."


A Respeitável Loja Mestre Affonso Domingues Nº5, Loja que acolhe os membros deste blogue, encontra-se inserida na denominada e reconhecida Maçonaria Regular, Maçonaria esta com um aspeto mais conservador e tradicional, uma vez que respeita e faz por respeitar os Landmarks maçónicos consagrados pela Grande Loja Unida de Inglaterra.
Mas apesar desta Maçonaria ser conservadora nos seus princípios, ela não se tornou arcaica nem deixou de evoluir com a passagem do tempo e teve de se adaptar às mudanças que foram ocorrendo com o progresso da sociedade, nomeadamente no que toca às "Novas Tecnologias".

No caso da Respeitável Loja Mestre Affonso Domingues Nº5, para além do blogue que está neste momento a visitar, ela tem também uma página na Internet que pode consultar aqui, para além da Obediência Maçónica em que está filiada, a Grande Loja Legal de Portugal/Grande Loja Regular de Portugal ter a sua página própria na "rede" que também pode ser visitada aqui.

Não somos caso único e ainda bem, pois com a proliferação de Lojas que têm presença na "rede", seja através de blogues, páginas  ou revistas/magazines,  é possível tanto a maçons como profanos, conhecer o trabalho feito por essas Lojas bem como da Maçonaria na sua generalidade.

Esta abertura ao mundo, descredibiliza à partida a suposta secreticidade da Maçonaria, imposta por algumas teorias conspiratórias que costumam usar como bandeira, o "segredo" "ou "sigilo" que a Maçonaria poderá impor aos seus membros. E mostrando o que as Lojas fazem, seja através de trabalhos escritos ou com a sua presença na Sociedade, através de ações beneméritas e filantrópicas, a Maçonaria mostra o que faz e porque o faz...
O que também possibilita aos profanos que se identificam com os princípios maçónicos solicitar a sua adesão e conhecer uma "porta" onde bater, o que levou exponencialmente ao aumento do número de adesões nas Lojas Maçónicas.

A partilha de trabalhos na "rede" permite porém, a quem se encontra longe dos grandes centros urbanos, ter uma forma de obter esses mesmos trabalhos que de outra forma lhe seriam mais difíceis de obter.
Para além do comércio eletrónico de produtos maçónicos que também se tornou um negócio promissor e a ter em conta também, aproveitando o crescente interesse que a Maçonaria despertou nos últimos anos.

Mas o menos positivo desta abertura às novas TIs, é que acaba por ser difundido muito material maçónico que ou não deve ser exposto publicamente por ser material da vida interna de cada Loja, bem como na maioria das vezes se tratar de material que nem verídico ou fidedigno será, levando ao engano alguns incautos e menos informados sobre aquilo que a Maçonaria trata. Esse de facto é para mim um dos graves problemas que afetam a Ordem Maçónica.

Às vezes aprende-se mais procurando diretamente nas "fontes" do que aceitar facilmente aquilo que se apresenta e sem qualquer trabalho. Aliás um dos "motes" da Maçonaria é trabalhar incessantemente em busca da iluminação/perfeição, pois nada se adquire ou atinge sem trabalho. 

E depois do que aflorei anteriormente, porque não efetuar uma busca num dos vários motores de busca existentes (ex:Google) sobre as várias Lojas Maçónicas que proliferam pelo globo e consultar os trabalhos efetuados pelos maçons por este mundo fora, ficando aqui esta minha sugestão. 

18 janeiro 2016

Almoço-Convívio de Solstício de Inverno 6015...

Teve lugar durante este fim-de-semana o habitual almoço/convívio de obreiros do quadro da Respeitável Loja Mestre Affonso Domingues e seus familiares referente ao Solstício de Inverno, numa localidade a oriente de Palmela.

Num dia frio de inverno, mas bastante ensolarado (a Luz "fazia-se notar" e bem!) sentiu-se o calor humano que desponta e emana das relações fraternais e de amizade que se existe entre os convivas.

Maçonaria também é isto, confraternizar, consolidar relacionamentos e afetos.

Quem participou neste ágape fraternal e familiar saiu dele, talvez, mais "rico", mais "experiente" e quiçá mais "sabedor", só os participantes o saberão. Mas é certo e sabido que certamente saíram de lá contentes e satisfeitos tal a harmonia e a felicidade que pairava no ar, mas principalmente pela amizade que se fazia questão em sentir.
Caras que não se viam há algum tempo e abraços que já não se davam por os seus intervenientes não se cruzarem por diversos motivos, foram possíveis serem finalmente trocados, conversas adiadas foram efetuadas, a saudade de uns e a presença de outros foi amplamente reforçada neste encontro.

Enfim, apenas posso afirmar, em jeito de conclusão, que tudo decorreu de forma justa e perfeita e que melhor este evento não poderia ter sido, ficando aqui expresso o meu agradecimento aos manos encarregados pela organização do evento. 
Só posso questionar: Para quando outro?!

30 março 2015

Sessão de Equinócio da Primavera da Grande Loja Legal de Portugal/GLRP…


Por altura do Equinócio da Primavera, e também celebrando este como o é habitual, reuniu em Assembleia Magna a Grande Loja Legal de Portugal/GLRP, num local a coberto da indiscrição de profanos.

Estiveram presentes bastantes Irmãos provenientes de várias Respeitáveis Lojas e de várias localidades do nosso país, do Norte ao Sul, do Oriente ao Ocidente , como gostamos de dizer em maçonês.

Nesta digníssima Sessão Maçónica tratou-se do que havia de se tratar e falou-se do que se deveria falar, ou não fosse ela uma sessão mais administrativa...

Mais uma vez, a Respeitável Loja Mestre Affonso Domingues nº5  esteve presente com uma parte do seu quadro de Oficiais de Loja bem como com elementos do seu quadro de obreiros que integram o corpo do Grão-Mestrado.

De salientar ainda o contributo que esta mesma Respeitável Loja deu em relação à Regulamentação da Grande Loja Legal de Portugal/GLRP, no âmbito da elaboração de uma proposta de determinado documento, demonstrando que não só se encontra à Ordem bem como ficou patente que trabalha a bem da mesma  na sua generalidade…

Finalizando,  algo que se pôde constatar das conclusões retiradas desta Assembleia Geral é de que a Maçonaria Regular portuguesa se encontra em franco crescimento e que se encontra de “boa saúde”… 
E que é assim que ela deve permanecer, acrescento eu!

14 outubro 2014

O trabalho da Coluna da Harmonia...

(imagem proveniente de Google Images)
Durante o decorrer de uma sessão ritual maçónica existe o hábito generalizado de existir música ambiente. Música essa que deverá criar certos estados de espírito aos seus ouvintes para possibilitar uma certa harmonia entre todos os presentes na sessão.
A responsabilidade da condução musical numa loja maçónica é do Mestre da Harmonia, o qual também é designado por Coluna da Harmonia.
A seleção musical a ser utilizada deverá ser preferencialmente escrita e/ou musicada por autores maçónicos, nomeadamente Ludwig van Beethoven, Frédéric Chopin, Wolfgang Amadeus Mozart entre outros,  mas também pode ser utilizada música de qualquer tipo de autor sem prejuízo para os anteriormente citados. O género musical a ser utilizado também dependerá daquilo a que se proponha fazer o Mestre da Harmonia em consonância direta com o programa da respetiva sessão maçónica; sendo que ao conjunto de músicas que integram o seu trabalho se designar por Prancha Musical.
E para a elaboração desta prancha geralmente são utilizadas sonoridades mais clássicas na maioria das lojas, mas na Respeitável Loja Mestre Affonso Domingues nº5, os gostos são muito ecléticos pelo que é habitual, dependendo de quem ocupe a Coluna da Harmonia, se ouvir desde música clássica, passando pelo Rock ao Ambient Lounge ou ChillOut e também às sonoridades new age. Daqui se poderá depreender que tal como ao nível da utilização das novas tecnologias, também ao nível da seleção musical, a Respeitável Loja Mestre Affonso Domingues nº5 é também uma loja que se poderá assumir como p’rá frentex
No entanto, e apesar da liberdade de escolha musical propiciada pela loja ao Mestre da Harmonia, a este apenas lhe é pedido ( aliás, exigido por assim dizer…) que com a sua música proporcione o ambiente ideal ao desenrolar dos trabalhos maçónicos a serem efetuados.
Mas apesar da vasta e ampla seleção musical que pode ser utilizada numa sessão maçónica, não pode a mesma ser usada de qualquer forma nem em qualquer tempo. Existe uma temporização adequada e um tipo de  sonoridade específica que se espera escutar  em determinados momentos da sessão maçónica, sejam eles a Abertura ou o Encerramento dos Trabalhos, seja no momento da execução da Cadeia de União ou na circulação do Tronco da Viúva; a música deverá criar uma sensação própria a cada um que a ouvir em relação ao momento maçónico em concreto. Não devendo o estado de espírito dos maçons se encontrar contrário ao disposto, senão resultaria numa possível quebra da egrégora criada pela harmonia experimentada pelo conjunto dos irmãos presentes na respetiva sessão.
E se no decorrer de uma sessão maçónica existir um momento ritual relevante para a vida de um maçom, tal como uma Iniciação ou um aumento de salário, a música a ser utilizada deverá ser alvo de uma especial atenção pelo Mestre da Harmonia para que esses momentos fiquem marcados na memória de quem por eles passa, pois mesmo aqueles que apenas assistem e não têm uma intervenção direta no cumprimento do ritual, também estes acabam por rever esta mesma situação que anteriormente vivenciaram. E isto também faz parte da formação maçónica, o rever e meditar sobre o que se já viveu e retirar de aí a devida reflexão.
Pelo que aqui expus, já deu para perceber que o trabalho efetuado pela Coluna da Harmonia não é de somenos importância, porque apesar de não ter um papel ritual importante durante a sessão, este é um dos cargos mais ativos da loja; é ele que tem o dever de criar os ambientes específicos e respetivos estados de alma e isso não é tão fácil como se poderia imaginar à primeira vista. E é mesmo um trabalho demorado que ocupa algum do tempo disponível que o Mestre da Harmonia tem na sua vida pessoal, pois ele terá de ouvir bastantes músicas para poder selecionar aquelas que considere como as mais apropriadas para serem utilizadas no decorrer de uma sessão maçónica. Se este mestre for um apaixonado pela música ou inclusivé um melómano até, a sua loja só terá a ganhar dada a riqueza dos conhecimentos que ele terá e que poderá propiciar aos seus irmãos.
Nem todos poderão gostar dos temas musicais que ouviram no decorrer da sessão, fruto das mais variadas preferências musicais de cada um, mas se a energia que brotou da sessão for a ideal, a melhor crítica que o Mestre da Harmonia poderá ouvir dos seus irmãos é que eles sairam contentes e satisfeitos da sessão e que o trabalho que ele desempenhou contribuiu para esse facto.
A Respeitável Loja Mestre Affonso Domingues nº5 sempre teve excelentes responsáveis por "darem música" aos seus irmãos, pelo que se espera que assim o continue a ser...


19 dezembro 2011

Quinze anos, 10 dias e 12 horas depois


Terminou a contenda, a separação e a desunião.

 Já aqui neste blog foi falado e escrito sobre os negros momentos de separação vividos no passado quando aconteceu a cisão em 1996.

Não pode acontecer de maneira diversa agora que aconteceu a união. É apenas normal que aqui dela se fale.

Este sábado,  15 anos, 10 dias e 12 horas deu-se a junção das duas facções resultantes da cisão de 1996 sob a liderança do MRGM José Moreno, Grão Mestre da GLLP/ GLRP.

Nunca a sigla GLLP/ GLRP significou tanto, quanto a partir desse momento.

Mas e haverá muito mais a dizer ? Há mas não agora ! 

E quem sabe se agora a Respeitável Loja Mestre Affonso Domingues vai ficar novamente completa.

Quem sabe se os desígnios do GADU permitirão que a esperança plasmada num documento  cuja maioria da resoluções foi votada unanimemente se torne uma realidade.

Quinze anos, 10 dias e 12 horas depois recomeçou o futuro.


José Ruah

14 dezembro 2011

Deveria ser Instrução em Maçonaria -VII - Mas Não é ! é outra coisa !




Salvo raríssimas excepções não são publicados neste blog  dois textos no mesmo dia. Hoje é um desses dias.O texto das quartas-feiras, assinado pelo Rui, aparecerá à hora do costume, ao meio dia. Este aparece pela noite, embora a dia 14, porque está escrito “ e foi noite e foi dia “.

Ultimamente tenho escrito às segundas-feiras, não o tendo feito propositadamente esta semana porque o tempo não dá para dois textos por semana.

O dia 14 de Dezembro é no calendário de 2011 dia de sessão da Loja Mestre Affonso Domingues, mais propriamente dia da primeira sessão do Mês. Este facto na história da Loja só aconteceu nos anos de 2002, 1996 e 1991, isto é a primeira sessão do mês de Dezembro da Loja Mestre Affonso Domingues calhar ao dia 14.

Ora, em 1996 apesar de ser dia de sessão, esta não ocorreu..

Analisando as datas ao abrigo do método usado com muito apreço dos leitores e de grande fiabilidade aqui temos então que:

A soma dos algarismos da data de 1991 = 28 cuja soma = 10
A soma dos algarismos da data de 2011 = 12 cuja soma = 3
A soma dos algarismos do ano de 1996 = 7  ( aqui apenas o ano conta porque não se realizou a sessão)

Estas análises profundas não acontecem por um acaso, e muito menos porque me apetece. Acontecem porque em Maçonaria tudo é explicável e porque de acordo com antigas tradições esotéricas tudo tem uma razão de ser.

E essa razão de ser tem também um momento para ser explicada. Porque se explicada antes do tempo não é compreendida. Como sabemos a Maçonaria é intemporal e por isso normalmente tanto faria que se explicasse hoje como ontem ou amanhã, mas não é bem assim porque mesmo intemporal é também simultaneamente temporal (não daqueles com vento e chuva) e por isso o tempo tem muito a ver com o que acontece.

Mas explicando:

O 3 obtido acima representa o número de vezes que o evento se repetiu de facto num período de tempo. Mas representa também quando medido em horas e/ou anos uma diferença.

O 7 e o 10 representam posições dentro de uma ordem sequencial histórica.

A soma de  3 + 7 + 10 = 20 é o período de tempo referido acima medido em anos.

Com base nisto não foi uma coincidência que :

a) O Rui e Eu fomos admitidos na mesma data 14/12/1991 na R.L Mestre Affonso Domingues.

b) O Rui foi admitido 3 horas antes de mim

c) Eu fui o 7º Venerável Mestre

d) O Rui foi o 10º Venerável Mestre

e) A diferença de tempo entre o meu Veneralato e o do Rui foi de 3 anos


E os dois festejamos o nosso 20º Aniversário enquanto membros da Loja , mas mais do que isso festejamos o 20º Aniversário da nossa Irmandade mutua, mas isso tudo comparado com os 20 anos de amizade é nada.

Como podem comprovar a análise numérica previu isto tudo porque não há coincidências em Maçonaria! (há alguns “patos” que acreditam em tudo e acham que é verdade, como acontece amiúde com a Derrogação Pelicano)

Chamam-nos os Marretas, nós gostamos! Mas na verdade os Marretas logo a seguir à Sessão de mais logo vão beber uma cerveja um com o outro e o resto é conversa.




José Ruah 




06 dezembro 2011

Instrução em Maçonaria - VI

As minhas desculpas pelo atraso no texto, mas algumas dificuldades técnicas impediram-me de o concluir em tempo util.


Continuando a serie sobre instrução em Maçonaria e tendo os artigos anteriores sido essencialmente dirigidos à instrução de mestres e à auto instrução, creio que é momento de abordar a instrução tal como ela é compreendida na sua vasta generalidade.

Tradicionalmente são os Vigilantes de cada Loja que estão encarregues de proceder à instrução dos aprendizes e dos companheiros.

Não existe uma regra para proceder a esta instrução. Existem Vigilantes mais proactivos e outros mais passivos, às vezes até em excesso que de proactividade quer de passividade.

Em minha opinião é melhor ser proactivo que passivo, mas como em tudo há que ter limites. O excesso de proactividade pode ser invasivo do espaço de cada um e pode gerar também reacções adversas ao excesso de trabalho exigido.

E como pode um maçon falar em excesso de trabalho !  Pode. Antes de tudo somos pessoas, como as outras. Temos profissões, família, compromissos sociais, religiosos, profissionais, e também o compromisso com a Loja. Como mesmo para um maçon o dia tem 24h ( talvez haja um segredo maçónico que permite transformar em 36 mas não posso elaborar mais sobre isso) os trabalhos maçónicos têm também que ser doseados.

O primeiro trabalho de um vigilante tem que ser o de conhecer quem tem pela frente, quem é quem, que aspirações individuais, que motivações, que empenho, que via privilegia, o background educacional e pessoal, enfim tem que conhecer cada um dos seus aprendizes ou companheiros.

O segundo trabalho de um vigilante é, na posse das informações anteriores, estabelecer metas e determinar os assuntos que gostaria de ver aprofundados.

O terceiro trabalho é o de definir não um plano de trabalho geral, mas sim um plano de trabalho individual para cada um dos aprendizes ou companheiros, indo assim ao encontro das motivações individuais tendo em conta o estádio de conhecimento de cada um.

Surge aqui também uma pequena nuance. O Primeiro e o Segundo Vigilantes devem articular entre si o que vão fazer porque assim podem estabelecer planos de continuidade, isto é quando o Segundo passar a Primeiro e herdar alguns dos companheiros, ou quando os aprendizes passam a companheiro, não deverá acontecer sobreposição de assuntos e temas, por forma a maximizar a aprendizagem.

Esta articulação é também importante porque há assuntos transversais como sejam coisas básicas de ritual e que podem ser objecto de prelecções conjuntas, convidando eventualmente um ou outro Mestre mais versado sobre o tema para as dar.

Estabelecidos os planos individuais e a articulação com a outra coluna, então é chegado o momento de definir as acções globais, que para além de palestras sobre os temas que forem achados convenientes, devem a meu ver incluir deslocações a outras Lojas do mesmo Rito e mesmo a uma ou duas de Rito diferente.

Com um plano de trabalho definido a prazo, é possível calendarizar a apresentação dos trabalhos de proficiência de cada um dos aprendizes ou companheiros. O tempo deve ser um bom conselheiro e não deve haver a pressa de apresentar os ditos trabalhos muito rapidamente.
É preciso dar a quem chega tempo de aclimatação, tempo de fraternização, tempo de individualização e finalmente tempo de apresentação.

Uma Loja estruturada não deve ter pressa. Um aprendiz ou companheiro não precisa de ter pressa. Os Vigilantes não são avaliados pelos “ quilogramas” de aumentos de salário, mas sim pela qualidade do trabalho produzido.

É preferível ter menos Irmãos mais preparados, bem enquadrados, tendo absorvido a cultura da Loja correctamente, que mais Irmãos com deficiente instrução.

A instrução só tem sentido quando podemos projectar no futuro o seu resultado, e uma Loja Maçónica é intemporal logo tem que pensar sempre no futuro.


José Ruah

28 novembro 2011

Instrução em Maçonaria - V


E ao fim de uns anos larguei a música.

Não que tenha deixado de a ouvir (porque tocar … isso não é para mim) mas porque este ano deixei o cargo de Organista.

O Venerável pediu e o meu dever era aceitar o seu pedido e fui consequentemente fazer outras coisas.

Foram uns anos, mais de 3. Foi mais que isso, foi um percurso, um estudo e uma evolução. Tive a necessidade de entender sob um outro prisma o que se passava em Loja.

A leitura dos rituais não foi suficiente, as ordens de trabalhos insuficientes e muitas vezes incompletas ou tardias, as alterações de ultima hora comunicadas, e as não comunicadas.

O esquecimento que esta ou aquela cerimónia tinha também mais esta deslocação ou este momento de silencio.

Os momentos de silêncio e sua análise. Podiam ou não ser preenchidos por música? e sendo como ?

A aprendizagem de cada momento de cada sessão, a respectiva interiorização e visualização em pensamento e em memória “RAM equivalente” considerando ou pelo menos tentando considerar todos os movimentos e estimando quanto tempo duraria.

O ambiente particular de cada sessão e as diferenças de uma para outra, os diferentes ritmos dos Veneráveis, tudo isto era de primordial importância para a escolha da musica.

E ao chegar à escolha da música conclui que estava formatado. Tinha passado anos a ouvir esquemas musicais parecidos quer na RL Mestre Affonso Domingues, quer nas múltiplas Lojas que visitava. Havia um standard criado. Esta uniformização era tão mais forte que havia peças musicais que estavam elas próprias enraizadas e já faziam parte da mobília.

Na minha memória uma ou outra sessão na qual o anterior organista o Irmão Alexis tinha dado umas sacudidelas ao sistema.

E quando comecei embora não formatado, não saí muito fora do que era a regra. Todavia pouco a pouco comecei a trilhar um percurso, assente numa máxima:
“Tudo ou quase tudo pode ser tocado numa sessão de Loja”

E pensando assim fui estudando cada vez mais os rituais, conhecendo cada vez mais profundamente as cerimónias. Desse conhecimento resultaram várias coisas, mas para o caso aqui em apreço importa o tipo de percurso que se abriu à minha frente e que me levou do Barroco à música contemporânea fosse ela clássica ou rock, bandas sonoras de filmes. Abandonei assim os clássicos, o tradicional Mozart e os convencionais Beethoven, J.S. Bach e outros.

De repente Dire Straits, Scorpions, Eagles, Enya, Carlos Paredes e outros passaram a aparecer nos alinhamentos de cada sessão.

Ao fim de um tempo o paradigma de música numa sessão maçónica mudou, e mudou não porque simplesmente se abandonassem as peças musicais mais tradicionais, mas porque estava demonstrado que era possível ir em múltiplas direcções e não só numa apenas.

Também me dediquei um pouco à instrução, mas não tanto ensinando como fazer mas mostrando como se podia fazer diferente sem retirar qualquer brilho ou solenidade a uma sessão.

Um Mestre Maçon ao trabalhar no seu aperfeiçoamento, ao continuar a sua auto instrução e mostrando aos seus Irmãos independentemente do respectivo grau ou qualidade, que há sólidas formas de fazer coisas diferentes sem quebrar o prescrito no regulamento ou nas leis maçónicas, está a instruir.

E por aqui ficamos esta semana.

José Ruah

PS: deixo-vos aqui com 2 versões na mesma musica. Qualquer das versões foi usada por mim em ocasiões e momentos diferentes de sessões:


21 novembro 2011

Instrução em Maçonaria - IV



Fico curioso! Eu aqui a falar de uma coisa, essencialmente de métodos que podem até ser transversais a outras áreas do conhecimento e os comentadores (por acaso sempre os mesmos) a comentarem ao lado.

Imaginemos por um instante que eu escrevia aqui sobre temas de culinária, aliás exemplo usado por um dos comentadores para explicar a outro qualquer comentador coisa que este ultimo teimava em não perceber, e os comentadores sempre questionando sobre carburadores e cilindros e outros assuntos de mecânica automóvel.

E que lendo e relendo o que escrevia, via com clareza que lá estavam métodos de cocção, formas de arranjar alimentos, maneiras de fazer molhos, apreciações objectivas sobre as quantidades dos ingredientes, da farinha, do sal, do azeite e do vinho.

Pequenos truques para as especiarias aromatizarem e para os óleos não se queimarem, enfim lendo e relendo e voltando a verificar que o escrito era mesmo sobre o tema anunciado e depois quando chegam os comentários só mencionam o entupimento dos injectores, as cambotas, e os cilindros deficientemente encamisados.

Dá que pensar! E sobretudo obriga a reflectir e a questionar. Será que escrevi mesmo sobre o tema anunciado, e se não escrevi? A bem dos simpáticos comentadores peço a terceiros, isentos, que me digam sobre o que escrevi e eles confirmam que de facto  escrevi sobre o tema que me tinha proposto.

Fico então a saber que sei escrever, ler, que também consigo ir soletrando e que não estou enganado.

Sou então assomado por uma pena, pena de pena que não pena de pena porque esta ultima por grande pena que fosse mesmo que me assomasse não me assomaria, sendo que a primeira por pequena que seja quando me assoma, assoma-me em profundidade.

Mas dizia eu que me assoma uma pena por ver que ainda há algumas pessoas que embora pensem que sabem ler, apenas conseguem juntar letras e dizer palavras. E dizem essas palavras convencidos que estão contribuindo com qualquer ideia.

Uma coisa seria se o que relato acontecesse fugazmente ou mesmo por ignorância, mas outra coisa é quando o meu convencimento é contrário, e na verdade uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, e não devemos confundir as coisas sob pena de as coisas se nos sobreporem, passando elas a serem as coisas das nossas circunstâncias, quando na verdade quando as coisas são bem separadinhas e arrumadinhas tudo fica clarinho e transparente.

Ora a recorrência da insistência em “bugalhar” quando o expectável seria “alhar”, é em si reveladora de perversidade
Acontece que se fosse a ignorância acima mencionada seria possível combate-la e por isso o trabalho neste espaço. Já a perversidade…

E porque a ignorância é possível combater se publicam neste espaço, artigos com conteúdos de qualidade e com profundidade, e felizmente por análise de retorno de informação é seguro saber que a grande maioria dos leitores vai aprendendo e logo o propósito de transmissão de conhecimento é cumprido.

Já quanto aos que não pretendem aprender, e que estão no seu direito, também não lhes assiste o direito de sequer tentar fazer com que se perca tempo com outros assuntos laterais.

Desengane-se quem pensar que este texto que aqui acaba não se enquadra na Instrução em Maçonaria.

E por esta semana ficamos por aqui.


José Ruah

14 novembro 2011

Instrução em Maçonaria - III


“Estou suficientemente instruído” é, estou certo disso, o que muitos pensam quando chega a altura de estarem em crer que é o momento de passar de grau ou de ocupar uma função. E quando assim pensam abrandam o estudo e a respectiva auto instrução.

É, eventualmente, mais recorrente o pensamento nos Mestres, porque acham que como já podem falar, usar da palavra para dizer coisas estão num patamar em que o conhecimento adicional é acessório e que logo deve passar para segundo o terceiro plano.

Provavelmente também terei pensado assim, nos idos de 1992 quando atingi o grau de Mestre Maçon e pensei que tinha chegado. Na verdade acabara de partir, de iniciar a grande viagem da Maçonaria, aquela que só termina no momento de passar ao Oriente Eterno.

Não percebi isso imediatamente. Demorei a perceber que nessa viagem é necessário reequacionar os fundamentos, reler o lido e voltar a ler novamente. Pensar nas origens, no que levou a que esta ou aquela forma de fazer aparecesse.

Questionar o que era feito, descartar opções, relembrar uma lição de um professor que quando lhe apresentei um método alternativo para resolver um problema, me disse: “ sim dessa maneira consegue reduzir o número de passos e tornar mais rápida a resolução, até chegar ao ponto em que tem que tomar uma decisão e verifica que não tem alternativas. Na verdade o seu método é a forma mais rápida de chegar à asneira. Mas gostei do esforço” .

Hoje em dia fico com a sensação que alguns dos meus pares, acham que lhes assiste a capacidade de modificar, “embelezar”, suprimir, substituir partes ou formas de desempenho ritual.

Acham apenas porque lhes parece, e acabam por ser como eu perante o meu professor, consegui um método que me fazia chegar mais rapidamente à asneira.

Estudar, eventualmente desconstruindo o que está à nossa frente, não quer necessariamente dizer que podemos construir novamente à nossa imagem e semelhança, deixando de fora umas peças e pondo outras em substituição ou acrescento.
Há que saber perceber as fontes e com essa percepção o reconstruir, primeiro tal qual estava, permite-nos o entendimento do porquê da concepção original.
Apenas e só esse conhecimento, resultante do nosso trabalho faz com que se aprenda o que outros antes nós fizeram e porque o fizeram.

Mais tarde poderemos eventualmente congeminar outras hipóteses, e tratar de validá-las. E se houver sucesso nesse processo, então juntar o que conseguimos criar ao conhecimento já existente é uma obrigação.

Uma boa forma de auto instrução é o conhecimento do ritual. Não o conhecimento maquinal do mesmo, sabendo-o de cor e salteado tipo recitação na escola, mas o conhecimento do que ele significa e pretende significar. O que nos diz, para quem está dirigido, como é que isso acontece.

Mas não chega! Há que vivenciar o ritual, executá-lo sentindo-o. E assim surgiu a ideia de uma nova forma de instrução transmitida.

Porque evidentemente que o conhecimento não pode ser uma coisa proprietária de alguns, apesar de haver quem assim pense e pretenda implementar a ditadura do conhecimento – só eu é que sei, não ensino a ninguém, e logo não podem passar sem mim – constituindo-se em homens providenciais.

E essa nova forma de instrução assenta no proporcionar a quem ainda não pode executar o ritual e assim vivencia-lo de forma mais plena. Assim foi criada a figura do “ Sombra” e que não é mais que pôr um aprendiz ou companheiro a mimetizar o que o Mestre de  Cerimónias  faz durante uma sessão.

A assim se conclui mais uma etapa na instrução em Maçonaria.


José Ruah

PS:  este pequeno texto sem nada de especial vai dedicado ao Rui Bandeira.

07 novembro 2011

Instrução em Maçonaria - II





Ao longo destes anos tenho vindo a constatar que em muitas Lojas há muita dificuldade em debater temas, em comentar pranchas, em usar da palavra.

Amiúde essa dificuldade advém de simples desconhecimento do Modus Faciendi, noutras de uma falsa noção que o uso da palavra se esgota no Venerável e que em condição alguma se deve discordar do seu discurso quase proverbial ou tampouco porque simplesmente não há tema.

A instrução começa nestes casos num patamar completamente diferente daquele que é normalmente considerado como o ponto de instrução. Na verdade muitos não se apercebem que é impossível um 2º Vigilante dar instrução, ou melhor que o resultado desse trabalho é quase inconsequente, quando a própria Loja é disfuncional. De que serve estar a dizer como se faz se depois os destinatários dessa informação constatam que não é nada daquilo que ocorre.

Mas centremo-nos apenas nos casos em que a dificuldade é o desconhecimento da forma. Nestes casos os membros integrantes da Loja não usam da palavra, porque não sabem como fazer, não que não saibam falar, não que não peçam e usem da palavra, mas apenas porque quando há um assunto há a dificuldade de falar sobre ele, a inibição de expor ideias, os problemas de emitir opinião, o medo horrífico de discordar.

Nas minhas inúmeras visitas fui podendo constatar isto e comparar com a Loja Mestre Affonso Domingues onde todos os Irmãos emitiam a respectiva opinião, não necessariamente concordante com a anterior , e no fim do debate era sempre possível encontrar plataformas, e sobretudo guardar e interiorizar ideias novas. Como creio que a minha Loja não é melhor que as demais, é tão só distinta isso sim, fui tentar perceber as diferenças. Experimentei apertar com algumas intervenções mais "fortes" na Affonso Domingues e no fim da sessão o resultado era o esperado, ou seja debate aberto franco, sem constrangimentos, sem problemas de que este Irmão é mais antigo ou sabe mais.

Finalmente percebi a razão. Estava, e sempre esteve, ali mesmo à minha frente. Era uma Loja maçónica, onde se valorizavam os valores da maçonaria evidentemente, mas também os valores das pessoas, mas sobretudo se valorizavam as ideias ainda mais que as pessoas que as emitiam. Era pois uma Loja Maçónica.

Assente neste pressuposto pude então começar a combater o desconhecimento. Bastava para tal mostrar que seria possível em sessão, debater ideias, sim tão somente isto. Mostrar que é possível discordar sem ser contra.

Mas chegar a uma Loja e dizer isto, pode ser interessante mas não resolve o problema. Era fundamental encontrar a forma de comunicar. E essa apareceu nos tais 45 minutos de que falei no texto anterior. E era simples, tão simples e singela que tinha que ter estado à minha frente longo tempo e eu não a percebi.

Propus o seguinte método: Intervindo como moderador, embora o poder de direcção dos trabalhos permanecesse na mão do Venerável da Loja, e logo a assumir a responsabilidade do que fosse dito pedi que a cada ideia que eu lançasse um Irmão tomasse a palavra para falar sobre o tema e que imediatamente outro o seguisse para contrapor ou acrescentar. Informando que se fosse para repetir eu cortaria a palavra. Tempo máximo por intervenção 2 minutos. Depois disso eu sumarizaria e lançava o debate sobre aquele tema para mais umas 2 ou 3 intervenções.

Repeti isto para 5 ou 6 temas diferentes e a cada vez o nível de intervenções foi melhorando. Aproveitando a cada um dos temas para dar algumas pistas sobre a gestão de uma Loja Maçónica.

No fim e pela análise dos comentários e do que os presentes disseram, percebi que o modelo tinha potencial. Voltei a experimentá-lo noutras lojas e o resultado foi similar.

Não tenho qualquer dúvida que o que fui fazer a estas Lojas foi uma sessão de instrução. O meu público alvo não eram os aprendizes, nem sequer os companheiros, mas sim os Mestres. Instruir quem tem que instruir.

Quero no entanto deixar aqui presente que não basta ler o que escrevi acima para se porem já a experimentar nas respectivas Lojas. O efeito de ser moderado por alguém de fora é fundamental para a primeira vez ( se isto fosse uma coisa americana teria que ter o seguinte aviso: Não tente sozinho em casa, peça sempre a ajuda de um profissional).

E por aqui ficamos por hoje.

José Ruah

01 novembro 2011

Instrução em Maçonaria - I




Uma das obrigações, ou seja mais que funções, de um Mestre Maçon é prover à instrução. Surge então aqui a questão sobre se todos os Mestres têm que ser instrutores e ainda uma segunda sobre quem são os destinatários dessa instrução.

Numa análise simplista, e que convém a muito boa gente, a instrução estaria acometida ao 2º Vigilante e teria apenas como destinatários os aprendizes sob a sua alçada.

Numa análise mais lata, haverá quem inclui aqui o 1º Vigilante e a sua coluna de companheiros.

Raramente, mas muito raramente se fala e mais raramente ainda se pratica instrução para Mestres, aquilo que no nosso mundo se chama Formação de Formadores, e que aqui por analogia se deveria chamar Instrução de Instrutores.

Fala-se há muito tempo do inicio de uma academia maçónica, .... eu já me apresentei como voluntário para ensinar.... mas ainda não tive resposta.

Na verdade nunca na minha vida dei uma aula, fui professor, nem sequer eduquei filhos, porque não os tenho, mas acho que aprendi bastante sobre maçonaria, e que é meu dever partilhar o que sei.

Decidi portanto criar eu próprio a minha escola. Não uma escola com bancos e quadro e giz e essas coisas  ( hoje é mais quadro electrónico, computador, projector....  mas desculpem eu ainda sou muito antigo ainda uso papel e caneta para muitas coisas )  mas escola no sentido de criar coisas novas e tentar que outros venham a seguir o que estou a por em prática.

Pode parecer imodesto pretender ser o percursor de uma forma de passagem de conhecimento, mas na verdade e a meu conhecimento aqui na GLLP até agora ninguém fez nada parecido com o que tenho vindo a fazer nos últimos meses.

Ao longo dos tempos fui ficando absolutamente convencido que a forma tradicional de instrução, embora de grande utilidade, era escassa e logo seria fundamental criar algo em complemento. Não foi de um dia para o outro que cheguei lá. 

Mas aqui há uns meses um Irmão abordou-me e disse :

- Oh Ruah, achas que podias ir lá à minha Loja e falar sobre.....
respondi:
- Claro que sim, se achas que é necessário eu faço isso com o maior prazer.

Mal acabara de aceitar o desafio e já estava com um problema enorme. Como fazer o que me era pedido, para que fosse bem aceite pela Loja a que se destinava e que no fim produzisse efeitos.

Tive a sorte de que a visita foi adiada, e que na tarde do dia  em que finalmente ocorreu ter tido que ficar, no meu âmbito profissional, à espera fechado numa sala de reuniões durante 45 minutos. Nesse tempo escrevi 4 paginas A4 ( a caneta ) com o alinhamento do que iria ser a sessão dessa noite.

O resultado foi muito acima do que esperava.

Interrompo aqui a minha prosa, porque na Maçonaria há sempre um "peixe maior e mais experiente" que nós e por isso aprendi com o Rui Bandeira que se fraccionarmos os textos, temos para mais semanas e os leitores chateiam-se menos.

Até para a semana

José Ruah

28 outubro 2010

O Vigésimo Primeiro Veneravel Mestre

Tem o cronista, para o efeito eu próprio, que começar por pedir desculpa por em tempo devido nao ter anunciado a eleição do ora empossado Veneravel Mestre da Loja Mestre Affonso Domingues.

Na sessão de 27 de Outubro, foi instalado o Irmão A.Jorge, ele também cronista deste blog e editor do sitio internet da loja. Nao foi por isso que foi eleito e instalado, foi mais porque durante 12 anos, tempo que intervalou a sua iniciação em Outubro de 1998 e a sua Instalaçao como VM, progrediu desempenhou quase todos os cargos de Loja, aprendeu, ensinou, trabalhou.

A sua instalação é um corolário da sua disponibilidade para com a Loja. Dele esperamos trabalho, e progresso, serenidade e seriedade.

Para mim, que ha 12 anos atrás assinei a sua ficha de candidatura, assumindo-me como proponente, foi um privilégio enorme poder ser o Mestre Instalador.

Da Loja, sabe ele já que receberá tudo o que houver para dar, A Loja ao escolhe-lo sabe bem que o espremerá para que dê tudo o que tem para dar.

É assim na Affonso Domingues, e nós gostamos.


José Ruah

26 setembro 2010

O dia foi bom para a Mestre Affonso Domingues

Ontem o dia foi bom para a Loja Mestre Affonso Domingues.

Ficou demonstrado que o trabalho arduo é o caminho a seguir.


José Ruah

O Sexto Grão Mestre

Foi ontem, perante uma assembleia de varias centenas de irmãos portugueses e estrangeiros, instalado o Sexto Grão Mestre da GLLP/GLRP, José Francisco Moreno de seu nome.

O MRGM J.Moreno, é obreiro da Grande Loja há muitos anos e o seu CV maçónico foi já aqui publicado por ocasião do processo eleitoral.

José, como o trato, perdão Muito Respeitavel José, é um companheiro de caminho desde 1992, quando foi iniciado na Loja Mestre Affonso Domingues, da qual sempre foi obreiro e Veneravel Mestre.

A sua instalação enquanto Grao Mestre é um corolário do seu caminho maçónico de então a até hoje.

Pessoa de poucas palavras e muitos actos, nele ficam agora depositadas as esperanças de um mandato tranquilo e proficuo.

E como muito bem disse o actual VM da Mestre Affonso Domingues, Irmao José Moreno vais daqui emprestado ao oficio de Grão Mestre mas concluido que for o teu desempenho queremos-te de volta na Loja.

Votos de bom trabalho

José( como ele me chama a mim)

14 setembro 2009

O Vigésimo

Não é um bilhete de lotaria, antes pelo contrário espera-se que seja tudo menos o acaso da Sorte.



É o 20º Veneravel Mestre da Loja Mestre Affonso Domingues.



Rui de seu nome, mas não o Bandeira, foi o primeiro Vigilante o mandato passado, e em julho foi eleito por unanimidade.



Rui é um mestre muito antigo, mais antigo na maçonaria que os Marretas aqui do blog. Passou uns anos ausente, voltou e mostrou que vinha para trabalhar, para ajudar.



No sabado passado foi instalado na cadeira de Veneravel, dando inicio ao seu mandato.



Dele se espera que seja Veneravel, mas sobretudo que seja ele próprio e que nos brinde com a sua alegria de viver e de fazer coisas.



Para ele a nossa disposiçao de fazer mais coisas.


José Ruah

25 novembro 2008

"Novas do interior da terra"

Saindo do meu buraco, onde de facto ando escondido não por medo do que quer que seja mas por necessidade de isolamento para prosseguir com o meu novo projecto profissional, venho aqui falar de duas ou tres coisas que vos deixarão de agua na boca.

Pois eu sou assim !!

Em 12 de agosto ( com letra minuscula depois de ler os artigos do acordo ortográfico) deste ano anunciei a versão beta do http://www.rlmad.net/ hoje venho cá dar novas dele, mas sobretudo do que nele existe e que só está ao alcance de um punhado de pessoas.

Desde agosto até hoje o site foi sendo desenvolvido pelo A.Jorge de forma fantástica. A Loja como entidade responsável tratou de aprovar uma politica editorial para o mesmo, criando para tal um regulamento de utilização do site e nele definindo a politica de acessos.

Como não sou muito mau, quero chamar a vossa atenção para um documento notável publicado recentemente no http://www.rlmad.net pelo Irmão Alexis Botkine ( e escrevo o seu nome completo porque ele deu autorização para tal afirmando " estou orgulhoso de ser Maçon"). Este documento lido em Loja em 1999 ( fará 10 anos em janeiro) é uma resenha do que foi o trabalho da Maçonaria Internacional para trazer a Regularidade para Portugal e o empenho do Alexis neste movimento.

Digo eu - é com orgulho que afirmo que sou da mesma loja do Alexis. Aprendi com ele, nao por ensinamento directo mas por ouvir ( e manter-me em silencio mesmo depois de ser Mestre, mesmo depois de ter sido Veneravel, mesmo depois de ter sido inumeras vezes Grande Oficial) o mester de Organista.

Ouvi-o durante mais de 10 anos, com atenção.

Por isso quando a Loja decidiu em Setembro deste ano prestar-lhe justa homenagem foi com grande alegria que suportei essa inciativa e que consistiu em torna-lo Antigo Veneravel Mestre de Honra da Loja Mestre Affonso Domingues. Cerimónia feita a dois tempos e à qual o MR Grão-Mestre Mario Martin Guia fez questão de se associar agraciando o Alexis com mais uma distinção honorifica concedida pela Grande Loja e sendo ele Grão Mestre a conduzir os trabalhos para dessa forma prestar ainda maior homenagem a quem de pleno direito a mereceu.

Passando à parte da inveja, a que vos vou causar.

Na zona restrita do site, estão a ser paulatinamente colocadas pranchas apresentadas em Loja ao longo destes 18 anos, sendo recuperadas dos nossos arquivos e disponibilizadas para leitura. Felizes nós os que temos acesso a preciosidades. Textos de qualidade inegável que voltam a ver a luz do dia e a terem o que merecem, serem lidos.

Tenho consciencia que o trabalho é duro e que ainda nao vai sequer a meio, mas o resultado é fantástico e permite (-me) ter o gozo de ler o que havia ouvido, ou mesmo ler pela primeira vez o que nao havia ouvido.

Quando vamos vivendo a Loja, não temos ( eu pelo menos) a noção do acervo que vai sendo criado, da qualidade de trabalho produzido. Com esta publicação é quase surpreendente.

Ler pranchas de aprendiz escritas por Irmãos que hoje já são antigos Veneraveis permite ver que o percurso que seguiram era mesmo esse e não outro e que quando no passado foram aposta para um dia vir a dirigir a Loja, era porque de facto era esse o designio.

Fiquem com a inveja de não poderem partilhar estas pérolas, mas leiam as pranchas publicas que aí encontrarão já muita qualidade. E quem sabe se um dia estes Irmãos que hoje pretendem ficar na reserva de identidade passam a poder /querer aparecer publicamente e aí os seus trabalhos também possam ser do dominio publico.


José Ruah

12 agosto 2008

É Agosto mas o trabalho não para

Caros Leitores / Dear Readers / Chers Lecteurs

Mesmo sendo Agosto o trabalho dos Maçons não para !
Although it's August, Masons do not stop working!
Même en Aout les Maçons travaillent!

Um dos nossos Irmãos está a ultimar o novo site da Loja Mestre Affonso Domingues.
One of our Brethren is finishing the Lodge's new site.
Un de nos freres est en train de terminer le nouveau Site de la Loge.

Agradecemos todos os comentários e quantos mais melhor para esta versão Beta
Please leave your opinion about this Beta version.
Nous remmercions tous les commentaires pour cette version Beta.

www.rlmad.net


Obrigado / Thank you / Merci


José Ruah